Dor de dente na pré-história?
A análise dos dentes informa sobre os hábitos e a dieta do homem pré-histórico.
Cáries, desgastes, cálculos, perda dos dentes em vida e abcessos estão estreitamente relacionados com o tipo de alimento utilizado no cotidiano destes grupos. Mudanças no modo de vida, como a transição do sistema de caça e coleta para a agricultura, quando os alimentos ingeridos, além de mais ricos em carboidratos, passaram a ser melhor processados, associam-se à variações importantes na ocorrência de patologias dentárias e maxilares.
Aumento na prevalência de cáries, e desgastes menos intensos, são geralmente encontrados em grupos agricultores, e tornam-se mais graves com o consumo de alimentos industrializados e com muito açúcar. Nos Esquimó, por exemplo, a saúde dos dentes piorou depois do contato com os Europeus.
Infecções e deficiências de nutrição aparecem como defeitos na formação do esmalte dentário. O uso de adornos labiais, chamados tembetás, e o uso dos dentes como instrumentos, para arrancar ou cortar objetos, também podem ser estudados a partir de desgastes dos dentes e da perda dentária em vida. O hábito de palitar os dentes chega a formar sulcos visíveis. A má higiene da boca, associada a certos tipos de alimentos que propiciam o tártaro, ou cálculo dental, causando inflamação das gengivas e deixando marcas nos ossos.
