Mortes, Mortos: Doentes?
A maior parte dos testemunhos diretos que os paleopatologistas analisam vêm dos cemitérios antigos.
Embora cada povo tenha seus próprios rituais para lidar com os corpos dos mortos, a maioria deles deixa partes que se preservam, podendo ser encontradas pelos arqueólogos muito tempo depois.
Enterros no solo, ou em tumbas, cremações, sinais de antropofagia, sepultamentos dentro da água, diferentes formas de mumificação intencional, colocação dos corpos em criptas, grutas ou catacumbas, são alguns exemplos de disposição funerária.
Do mesmo modo que fazemos hoje, alguns grupos do passado faziam mais de um funeral.
Em geral enterravam o corpo no solo no primeiro funeral para depois exumar e fazer um novo enterro só dos ossos, guardá-los em vasilhas ou cestas, ou mesmo cremá-los num segundo funeral. Alguns fatores em conjunto determinam o estado de conservação dos achados: a formas de tratar os corpos no funeral primário, o tipo de ambiente onde ficaram depositados, e a antigüidade do material, por exemplo, favorecem ou não o achado dos sinais de doenças.
Em alguns casos, catástrofes matando e soterrando grupos de indivíduos, tornam-se fontes importantes de conhecimentos sobre a saúde. Um exemplo bem conhecido são os esqueletos achados em Herculano, na Itália, cidade Romana destruída durante uma erupção vulcânica.
