Que técnicas utilizar?
No início do século XX, novidades da técnica médica foram aplicadas ao estudo das doenças antigas.
A radiografia explorou o interior dos corpos mumificados, buscando sinais de doenças. A microscopia ótica, possibilitada pelas técnicas de hidratação, explorou a intimidade dos tecidos preservados, revelando a presença de parasitas, a existência de obstruções arteriais, a cirrose hepática, entre outras doenças.
Aguçando o olhar médico, as técnicas confirmavam a existência da doença. Ao mesmo tempo em que mostravam as doenças do passado, ajudavam a fortalecer a nova ciência médica, fundamentada nos diagnósticos laboratoriais.
Às portas do século XXI, as técnicas antigas estão melhores e técnicas novas estão disponíveis.
A biologia molecular avança, permitindo identificar até o DNA existente em fósseis humanos, ou de seus parasitas. As análises físico-químicas investigam a constituição dos ossos permitindo concluir sobre a nutrição, os traços de substâncias tóxicas, e outras condições. Os isótopos radioativos, como o C14, fornecem com precisão a antiguidade dos materiais estudados. Os microscópios eletrônicos proporcionam imagens planas ou em três dimensões, ampliadas milhares de vezes, permitindo ver melhor as estruturas e suas alterações. A tomografia computadorizada, que pode ser até microscópica, assim como a ressonância eletromagnética, permitem análises das formas e até mesmo a duplicação física dos objetos a partir de imagens virtuais. Graças a estes últimos métodos, por exemplo, não é mais necessário abrir corpos mumificados para estudá-los.
