Deformando e mutilando o próprio corpo?
O homem muda o próprio corpo como forma de marcar sua identidade cultural, reafirmar quem ele é.
Modificações intencionais do corpo, de caráter étnico, podem ter relação com a saúde. As deformações cranianas são muito comuns entre os povos pré-históricos dos Andes; a extração, o corte ou decoração dos dentes, caracterizam povos da América Central e da África; o uso de batoques nos lábios e orelhas, ainda é observado entre os índios do Brasil. Muitos são os exemplos de modificação intencional do corpo em diferentes etnias.
Em alguns casos, a conseqüência dessas modificações impostas ao corpo pode ser o adoecimento e até a morte.
Cicatrizes e lesões permanentes assim como complicações para a saúde podem ser decorrentes destas práticas. A perda de função de uma área do corpo, como por exemplo o prejuízo da mastigação, mudanças na maneira de falar, a limitação no uso de mãos, pés ou outras partes do corpo não são raros nesses casos.
O estudo das modificações intencionais do corpo permite discutir as consequências diretas e indiretas de tais práticas sobre a saúde, sendo de grande interesse para a paleopatologia.
