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Foto aumentada de um crânio com fratura frontal.

Paleopatologia

O Estudo da Doença no Passado

Estudar o passado das doenças?

Esta foto está em preto e branco e revela mulheres e crianças com traços indígenas sentadas no chão de terra batida. Nota-se que lidam com palha e cordão, e criam artesanato.
Cena doméstica do grupo indígena Nhambiquara. Nas sociedades tradicionais as tarefas cotidianas são permeadas pela transmissão oral de conhecimentos, inclusive saberes sobre a saúde, que muitas vezes foram registrados por cronistas e viajantes. (Acervo: Museu do índio)

A leitura de antigos textos traz conhecimentos diretos sobre a saúde.

No Antigo Egito, há milhares de anos, papiros médicos ensinavam a fazer o diagnóstico e o tratamento de muitas doenças, entre as quais algumas que ainda hoje afetam a humanidade como a meningite, a esquistossomose e o tétano. A Bíblia, como outros livros sagrados, traz prescrições sanitárias entre os seus códigos de conduta.

Os conhecimentos guardados pela tradição oral de cada povo também informam sobre as práticas de saúde, e relatam doenças e suas supostas causas.

Os estudos dos documentos históricos, assim como os registros antropológicos, permitem conhecer alguns aspectos da saúde dos grupos humanos em diferentes culturas. Reunindo estes dados podemos entender alguns processos de saúde e doença no tempo e no espaço.

O estudo de objetos de arte também pode revelar imagens relativas à saúde.

Cerâmicas, pinturas, esculturas, constituem rica iconografia sobre doenças, lesões traumáticas, modificações intencionais ou mutilações do corpo, ou cirurgias. Tais objetos fornecem instantâneos sobre as ações que afetavam a saúde e a sobrevivência, e sobre as práticas médicas e curativas feitas por grupos humanos de diferentes tempos e lugares.

Entretanto, conclusões sobre a existência de doença a partir dos objetos deixados por uma cultura, assim como a interpretação dos textos escritos e tradições orais, exige conhecimentos sobre a medicina de cada época, bem como conhecimentos históricos, antropológicos e conhecimentos sobre o uso das linguagens, dos estilos de arte e sobre o papel das representações.

Epigrafia, iconografia, história oral, são campos de conhecimento que servem para auxiliar o estudo da saúde dos grupos humanos, quando dispomos apenas de seus testemunhos indiretos.

A análise de partes preservadas dos corpos de homens e outros seres vivos, por sua vez, permite estudar diretamente, nos indivíduos ou séries de populações, os sinais de doenças e outros problemas relacionados à saúde.

Nos sítios arqueológicos e paleontológicos podem ser encontrados ossos, dentes, coprólitos e outras partes de organismos preservados que permitem também estudos das questões de saúde. Graças a estes testemunhos, é possível recuar o estudo da doença ao passado mais remoto, anterior à escrita, anterior às representações artísticas, anterior ao próprio homem. É possível investigar a doença onde não se conservaram os escritos, as casas, os objetos ou suas representações. É possível investigar a evolução de algumas doenças e seus agentes causadores.

Ao estudo das doenças no passado dá-se o nome de paleopatologia.

Desenho, também em preto e branco, mostra pessoa em primeiro plano, segurando um objeto artesanal. No rosto, percebe-se uma feição séria, fechada.
Gravura do século XVIII, reproduzida de "Viagem Filosófica" mostrando índio Omágua com deformação craniana do tipo tabular. (Foto de A. R. Ferreira)
Fotografia mostra pessoas com luvas e máscaras escavando o solo.
Equipe de pesquisadores e alunos trabalhando com corpos mumificados, na reserva técnica de arqueologia do Museu Nacional. (Foto de R. Mota / Museu Nacional UFRJ)
Fotografia mostra ossos aparentes no chão.
"Calcos" ou replicas em gesso de corpos humanos achados nas escavações de Pompeia, Itália, onde a erupção vulcânica do Vesúvio preservou uma enorme quantidade de material para estudo. (Foto de S. Mendonça de Souza)
A imagem mostra parte de uma arcada dentária humana, da qual se percebe a falta de alguns dentes.
Mandíbula de um esqueleto humano encontrado na Lapa Mortuária, Confins, Minas Gerais, com idade estimada em mais de 7.000 anos, mostrando grande desgaste dos dentes. (Foto de S. Mendonça de Souza / Museu Nacional UFRJ)


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