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Shakespeare e a Peste

Revista americana conta como a vida e a obra do gênio da dramaturgia foram influenciadas pela maior epidemia do seu tempo

Publicado: 19/03/2020 | 15h06
Última modificação: 19/03/2020 | 15h12
Ilustração do escrito Willian Shakespeare

O britânico William Shakespeare (1564-1616) é considerado por muitos o maior escritor de língua inglesa de todos os tempos. Autor de clássicos da dramaturgia como Romeu e Julieta e Hamlet, o “Bardo” foi um escritor prolífico, que sabia como ninguém interpretar os meandros da psicologia humana. O que pouca gente sabe, porém, é que a epidemia da Peste Bubônica na Europa teve um papel fundamental na sua vida e na sua obra. Em tempos de isolamento social por causa do COVID - 19, a revista americana Slate publicou um excerto do livro The Hot Hand: The Mistery and Science of Stakes, de Ben Cohen, que conta como isso aconteceu.

Shakespeare já nasceu em meio a uma epidemia na pequena cidade de Stratford-upon-Avon e foi o terceiro filho de oito, sendo o mais velho a sobreviver. De acordo com Ben Cohen, apesar da Peste ser “a força mais importante na vida dos seus contemporâneos”, ela era um tabu para Shakespeare e outros escritores.

Porém, isso não a impediu de surgir sutilmente em vários momentos durante a sua obra. Em ‘Romeu e Julieta’, a principal reviravolta da história acontece por causa da Peste. A trágica falha de comunicação entre os amantes mais famosos de todos os tempos acontece por um motivo insólito… o personagem Friar Lawrence, responsável por entregar a carta que revelaria os planos de Julieta a Romeu, não pode sair de casa por causa de uma quarentena!

Foi a quarentena também a responsável por um dos períodos criativos mais produtivos do “Bardo”. Entre os anos de 1605 e 1606, a maioria dos teatros da Inglaterra estavam fechados por medidas sanitárias devido à epidemia, fazendo com que Shakespeare não pudesse se apresentar com sua companhia teatral. Ele aproveitou para escrever. Foi nesses anos que produziu alguns dos seus maiores clássicos: Antônio e Cleópatra, Rei Lear e Macbeth.

Confira a matéria completa na edição online da revista americana Slate (em inglês):
https://slate.com/culture/2020/03/shakespeare-plague-influence-hot-hand-...

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Obra que ilustra a matéria: Willian Shakespeare, de  Francis Egerton, 1º Conde de Ellesmere, 1856, em exibição na Sala 4 na National Portrait Gallery, em Londres. Domínio Público.