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Recortes da Inovação: Toolkit

Conheça os bastidores da criação do material “Design Thinking Aplicado a Exposição”, produzido pelo CCMS

Publicado: 09/11/2021 | 11h18
Última modificação: 21/12/2021 | 09h27

“Recortes da Inovação" é uma iniciativa do Centro Cultural do Ministério da Saúde (CCMS) para estimular o compartilhamento de informações e experiências sobre inovação, criatividade e cultura. No décimo segundo artigo da série, Edno e Bianca contam os bastidores da pesquisa e produção do toolkit “Design Thinking Aplicado a Exposição”.

Em setembro de 2021 conseguimos concretizar algo que simbolizou uma grande realização para nós: a publicação de um Toolkit de Design Thinking (DT) orientado para a ideação de exposições. Ficamos tão contentes com o feito que pensamos em dedicar este artigo para contar um pouco sobre os bastidores desse projeto...quem sabe não estimulamos outras pessoas.

Tudo começou em meados de 2019, quando iniciamos as primeiras experiências com facilitação em dinâmicas de grupo nas oficinas de DT que estavam sendo organizadas no CCMS e em outros espaços. Era o nascimento, também, do Conexão Inovação Pública, rede de servidores engajada nas causas de inovação no serviço público. Ao todo, contabilizamos sete turmas, sob a batuta ora de nosso querido Rodrigo Narcizo (ANAC), ora de outro querido, Antônio Cordeiro (ANS).

Dedicávamos um tempo após as oficinas para trocarmos ideias sobre a abordagem e sobre nossas percepções sobre cada momento, domínio do tempo e comportamento dos participantes.  Entre muitos aprendizados, fomos nos encantando cada vez mais pela abordagem, pelo engajamento que ela promovia em todos os envolvidos. Aos poucos fomos percebendo como os pilares do DT (empatia, colaboração e experimentação) poderiam ser importantes para a construção de projetos de várias naturezas. Passados alguns meses, começamos a nos questionar se seria possível, e como seria na prática, aplicar o DT para ideação de exposições culturais.

Partindo dessa provocação, esboçamos a ideia de uma publicação mais teórica e robusta, que desde o surgimento do Design Thinking, com as escolas de design e sua popularização, trazendo em paralelo um pouco sobre museus, exposições até fazer a correlação DT+Exposição.  No entanto, percebemos logo que não era bem isso que queríamos de imediato. Não descartamos essa ideia, não, mas optamos por fazer algo mais ágil e prático, que nos permitisse experimentar tão logo a real funcionalidade da proposta, testando uma das premissas da mentalidade ágil: errar rápido para aprender rápido!

Pois bem, com esse objetivo mais claro, iniciamos a fase do “Entendimento”. Pesquisamos materiais, livros, artigos e, ao longo dessas buscas, encontramos parceiros importantes para essa construção. Além do Conexão Inovação Pública, com a ajuda de sempre do Rodrigo Narcizo, e Antônio Cordeiro, tivemos a grata surpresa de “conhecermos” Hérika Lorena (infelizmente nosso contato foi apenas à distância), museóloga formada pela UnB, mestre em Gestão Cultural pelo Instituto Universitário de Lisboa, onde pôde facilitar o processo de inclusão do DT no âmbito dos serviços educativos do Museu Nacional de História Natural e da Ciência, apresentado por um belo artigo de sua própria autoria, motivo da nossa aproximação. Além da Paula Cristina, graduada em Museologia, servidora do Ministério da Saúde e grande parceira.

Esses olhares nos ajudaram a iterar nosso protótipo, com sugestões e apontamentos muito relevantes. Aos poucos, fomos criando a identidade visual, criando templates com base no material do Instituto Brasileiro de Museus. Ferramentas que já eram utilizadas nas oficinas de DT para criação de proposta de solução para algum desafio definido foram adequadas para a nova proposta: a de criação de uma exposição cultural temática. Organizamos e esboçamos todas as ideias a partir do Canva, que é uma plataforma de design gráfico que permite aos usuários criar gráficos de mídia social, apresentações, infográficos, pôsteres e outros conteúdos visuais de forma gratuita e colaborativa. O modelo agradou tanto que foram realizadas poucas edições para sua versão final que, com o apoio da Editora do Ministério da Saúde, seguiu para processo de normatização do produto, até sua publicação e divulgação pela na Biblioteca Virtual em Saúde.

Agora que vocês sabem melhor como foi todo o processo, que tal dar uma olhadinha no material: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_design_thinking_aplicado_exposicao.pdf