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Quem conhece o Centro Cultural do Ministério da Saúde?

Palacete do CCMS está perto de completar 100 anos e carrega uma longa história

Publicado: 19/11/2020 | 11h30
Última modificação: 19/11/2020 | 11h46

O Centro Cultural do Ministério da Saúde (CCMS) é uma divisão da Coordenação-Geral de Documentação e Informação (CGDI/SAA/SE). O espaço, dedicado à inovação e à democratização do acesso à informação, à produção, educação, disseminação, intercâmbio e debate do conhecimento na área da saúde pública, está localizado no corredor cultural do Rio de Janeiro, em um prédio histórico, que data de 1922.

Uma breve história

Em 2022 o Brasil vai comemorar os 200 anos de sua independência. Com isso, lembramos da Exposição Internacional Comemorativa do Centenário da Independência do País, em 1922, quando foi construído o palacete onde hoje funciona o CCMS. A exposição pensada pelo presidente Epitácio Pessoa buscava, além de marcar a data, apresentar ao mundo as potencialidades brasileiras e atrair novos mercados.

Entre os diversos pavilhões estava, próximo à Praça XV, o Pavilhão da Estatística, que mostraria a riqueza do Brasil a partir dos números. Projetado por Gastão da Cunha Bahiana, professor da antiga Escola Nacional de Belas Artes, o prédio tinha um estilo sóbrio, avesso ao neocolonialismo e modernismos que estavam se popularizando naquele período.

Dotado de enorme valor histórico por ser uma das últimas construções remanescentes da Exposição de 1922, o prédio se tornou repartição pública: foi sede da Vigilância Sanitária Portuária e, por muitos anos, posto de vacinação. No fim dos anos 1990 uma parte foi ocupada pela Polícia Federal, com o serviço de Vigilância Marítima e, em 2000, o térreo ficou com o recém-fundado CCMS.

A grande novidade é que agora a Secretaria do Patrimônio da União (SPU) concedeu ao Ministério da Saúde a guarda integral do prédio, que foi dividido por anos com a Polícia Federal, e o CCMS poderá ocupar todo o palacete.

“Essa é uma conquista histórica da CGDI, que desde sua criação entende a importância de explorar a cultura como fator fundamental para a promoção da informação em saúde. Com esse avanço, ganhamos autonomia para a reforma do prédio e poderemos ampliar de maneira considerável a disseminação das ações de cultura, saúde e educação” – afirma o chefe de Divisão do CCMS, Thiago Petra.
 

Na Exposição de 22, o Pavilhão de Estatística buscava mostrar a riqueza do Brasil por meio dos números

O início

A equipe do CCMS começou com poucos equipamentos, mas com muita garra. Era preciso caminhar cerca de um quilômetro até o prédio da atual Superintendência do Ministério da Saúde no Rio de Janeiro (SEMS/RJ), na Rua México, no centro da cidade, para todas as necessidades administrativas. Apesar das dificuldades, o espaço foi inaugurado no dia 21 de dezembro de 2001, com a exposição Memória da Loucura, que até hoje viaja pelo País.

A partir de então foram inúmeras exposições – locais, itinerantes e virtuais, no Brasil e no exterior – sempre acompanhadas de programações complementares: oficinas, cursos eatrações culturais como música, poesia e teatro.

Em 2010, o prédio foi fechado ao público para reformas, mas isso não impediu que os eventos continuassem sendo promovidos. A Subsecretaria de Assuntos Administrativos (SAA/SE) e a SEMS/RJ estão empenhadas na efetivação das reformas estruturais do prédio, para que possa ser reaberto até 2022, em comemoração ao bicentenário da independência do Brasil e, claro, ao centenário do palacete.

Hoje

As atividades continuam de vento em popa, como as exposições no túnel que liga os edifícios Sede e Anexo do Ministério da Saúde em Brasília; o Café com Ideias, evento que promove inovação no serviço público; o Projeto Vitrines, no prédio da SEMS/RJ; o projeto Saúde com Arte, que visa disseminar as iniciativas espalhadas pelo País; e a participação, com exposições e apresentações, em eventos como a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, a Conferência Nacional de Saúde e a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip).

“E ainda realizamos o I Festival CASA – Cultura,Arte, Saúde e Acessibilidade, em dezembro de 2019, reunindo participantes de diversos setores da sociedade em rodas de conversas, apresentações culturais, oficinas e grafite, uma primeira e exitosa experiência de envolver novamente a população em torno do CCMS” – conclui Petra.

O I Festival CASA – Cultura,Arte, Saúde e Acessibilidade, em dezembro de 2019, foi o último grande evento no palacete