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Nanoarte: saiba como foi a inauguração da exposição do CCMS
Última modificação: 21/09/2022 | 13h08

A exposição Nanoarte, de autoria do Centro Cultural do Ministério da Saúde (CCMS/CGDI/SAA/SE), foi inaugurada na manhã do dia 19 de setembro, no túnel de ligação entre os edifícios Sede e Anexo do MS, em Brasília/DF.
As novas tecnologias para investigação científica em escala nanoscópica têm influenciado o cenário artístico nacional e internacional. Prova disso é o surgimento, nos últimos anos, da nanoarte: uma manifestação artística que trabalha com materiais em escala nanométrica, convergindo os universos da arte, ciência e tecnologia. Tal temática instigou a equipe do CCMS a compor a mostra, que contém nanoimagens coloridas digitalmente, além de pinturas e outras artes visuais.

Inauguração da exposição Nanoarte
O evento de inauguração foi aberto por Shirlei Correa Rodrigues, coordenadora-geral de Documentação e Informação (CGDI/SAA/SE), que apresentou o Centro Cultural e destacou a atuação da área no escopo da disseminação da informação em saúde, por meio de uma linguagem criativa e acessível, durante seus mais de vinte anos de existência. Shirlei também aproveitou a ocasião para parabenizar os curadores da mostra pela sua concepção: Edileuza Jordana, coordenadora substituta do CCMS; Luiz Baltar, fotógrafo e designer gráfico; Marcio Nolasco, jornalista; e Thiago Grisólia, produtor cultural.
Romeu Mendes do Carmo, subsecretário de Assuntos Administrativos (SAA/SE), introduziu sua fala ressaltando sua felicidade com o resultado alcançado, visto que, desde sua vinda para o MS, teve a oportunidade de acompanhar o processo de criação da exposição, se apropriando tanto das dificuldades encontradas quanto da relevância e do impacto do projeto.
Edileuza seguiu abordando as diversas aplicações da nanotecnologia, área da ciência dedicada ao estudo e fabricação de materiais e produtos em escala nanométrica. Segundo ela, essa modalidade da ciência tem contribuído significativamente na medicina, por exemplo, com o desenvolvimento de nanocápsulas, que possibilitam o tratamento de doenças de maneira mais eficaz e menos lesiva.

Visitantes leem o folder da mostra
Em seguida, Thiago Grisólia dissertou sobre a relação entre arte e ciência, intensificada pelos avanços da tecnologia, que causam impacto também sobre o comportamento humano. Tais avanços, de acordo com ele, não se tratam de um fenômeno exclusivo do contemporâneo. No campo da pintura, um exemplo é a invenção, pelos egípcios, do pigmento sintético em cor azul, que provém de algum momento entre o IV e o III Milênio a.C., e se deu por meio de um procedimento físico-químico sofisticado para a época.
Num determinado momento, Grisólia explicou como se dá o processo de elaboração de uma nanoarte, que acontece a partir da coleta de imagens de materiais, obtidas por intermédio de equipamentos de microscopia eletrônica de alta precisão. São priorizadas as imagens que possuam potencial artístico. Só então o processo criativo se inicia, com o tratamento estético – como a colorização, por exemplo.

Thiago Grisólia na visita mediada
Dando prosseguimento à visita mediada, Thiago mencionou uma pesquisa feita pelo Google em parceria com a Universidade de Harvard, que mapeou um milímetro cúbico do cérebro humano e deduziu que a área equivale a 1,4 petabytes de dados, aproximadamente, e na qual podem ser detectadas 130 milhões de sinapses. Com base nesses dados, a artista Jacqueline MacDowell produziu a obra Meu Milímetro especialmente para a exposição, numa tentativa de reconstruir de maneira poética seu próprio milímetro cerebral e instigar demais pessoas sobre o que pode habitar em seus próprios milímetros. Partindo dessa premissa, o CCMS introduziu na mostra o painel interativo Seu Milímetro, que possibilita ao visitante demonstrar, por meio de adesivos, o que constitui o seu milímetro.

Visitante cola adesivo no painel interativo da exposição
Roda de conversa
O projeto da mostra foi concebido pelo CCMS, mas só foi possível com a consultoria de um conjunto de cientistas e divulgadores científicos de alguns dos centros mais renomados do Brasil. Foram eles que forneceram o conteúdo técnico e validaram todas as informações de ciência que estão presentes no projeto artístico da exposição Nanoarte. Para prestigiá-los e apresentar o processo de concepção da mostra, houve um encontro virtual no período da tarde, em que todos puderam contar como foram tocados durante o projeto.
A roda de conversa teve a presença de Monica Torres, do Instituto Nacional de Câncer (Inca) e Mariana Emerenciano (Inca), indicada pelo Departamento de Gestão e Incorporação de Tecnologias e Inovação em Saúde (DGITIS/SCTIE); Ricardo Tranquilin e Rorivaldo Camargo, do Centro de Desenvolvimento de Materiais Funcionais (CDMF); Luciano Paulino, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e Jacqueline Mac-Dowell, da Universidade Federal Fluminense (UFF). Todos eles fizeram parte da comissão científica da exposição.
O subsecretário de Assuntos Administrativos, Romeu Mendes, também participou do encontro, e afirmou como era importante para o Ministério da Saúde a presença de cientistas e divulgadores científicos de tanta relevância em suas áreas.
“É uma honra que todos os trabalhadores tenham a oportunidade de se apropriar de tanto conhecimento”, destacou.
A exposição Nanoarte poderá ser visitada até o dia 25 de novembro de 2022. Venha prestigiar e mergulhar no universo da nanoarte!
Texto: Centro Cultural do Ministério da Saúde (CCMS/CGDI/SAA/SE) e Equipe de Divulgação SAA/SE
Fotos: Luiz Baltar