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Inovação para além da tecnologia: CGDI e CCMS lançam o projeto Conexão Saberes e Inovação

Ciclo de debates on-line tem como proposta o diálogo horizontal e a produção de conhecimento compartilhado

Publicado: 04/08/2025 | 12h06
Última modificação: 04/08/2025 | 12h13

Texto: Centro Cultural do Ministério da Saúde

 

Em celebração aos 25 anos da Coordenação-Geral de Documentação e Informação (CGDI), o Centro Cultural do Ministério da Saúde (CCMS/CGDI/SAA/SE) lançou, no dia 31 de julho, o ciclo de debates on-line Conexão Saberes e Inovação. O projeto tem como objetivo explorar a inovação para além da tecnologia, conectando-a com as áreas de saúde, cultura, arte, educação e comunicação. 

A proposta do ciclo, que será realizado de forma virtual e trimestral até outubro de 2026, é ir além das palestras tradicionais. O diferencial está na metodologia: cada um dos cinco encontros será precedido por um texto disparador, com o intuito de fomentar reflexões prévias e garantir um debate horizontal entre participantes e convidados(as).  

Inovação como mudança de perspectiva 

A atividade de lançamento reuniu Donizete Simioni, subsecretário-adjunto de Assuntos Administrativos, Eva Patrícia Álvares Lopes, coordenadora-geral da CGDI, Fabíola Simoni, coordenadora do CCMS, e Bruno Cesar Dias, jornalista, doutorando em saúde pública (PPGSP/Ensp/Fiocuz) e consultor do CCMS.  

 

No topo da imagem: Eva Patrícia Álvares Lopes (à esquerda) e Fabíola Simoni (à direita). Abaixo: Bruno Cesar Dias (à esquerda) e Donizete Simioni (à direita).

Um dos pontos centrais abordados foi a definição do conceito de inovação. Donizete Simioni destacou que a CGDI, ao longo de seus 25 anos, passou por transformações que exigiram novas formas de conexão. O subsecretário-adjunto da SAA ressaltou que a inovação está presente nas relações de trabalho e na forma como a coordenação lida com as questões culturais e de saúde. 

Eva Patrícia Álvares Lopes, por sua vez, compartilhou reflexões pessoais sobre sua trajetória e resistência inicial ao termo. “Sou da época da máquina de datilografia e, por muito tempo, associei inovação apenas à tecnologia. Hoje compreendo que inovação também é pensar diferente, sair do ‘sempre foi assim’ e buscar soluções criativas, mesmo nas pequenas ações do cotidiano”, disse. 

Fabíola Simoni reforçou essa ideia, relatando que, como estudante de Humanas, também sentia estranhamento com a palavra “inovação”. No entanto, ao assumir o cargo de coordenadora, percebeu que a inovação é crucial para agilizar os processos de trabalho e trazer discussões culturais e antropológicas para o centro da gestão.  

Diálogo horizontal e escuta qualificada 

Bruno Cesar Dias detalhou o formato do ciclo de debates. A proposta, segundo ele, é fugir do modelo tradicional de palestras e promover um debate horizontal. Para isso, cada encontro irá contar com um texto para introduzir o debate enviado antecipadamente aos inscritos. A ideia é que o diálogo comece com as contribuições dos participantes, para depois serem aprofundadas pelos(as) convidados(as) palestrantes. 

“A proposta é inverter um pouco a lógica, ao começar o debate pela sala virtual, com os(as) participantes, levantando alguns tópicos trazidos no texto do disparador para, aí sim, os(as) convidados(as) entrarem e fazerem as suas falas”, completou. 

Donizete elogiou a iniciativa e reiterou o apoio institucional à proposta. “Essa é uma iniciativa louvável, que traz novas possibilidades para integrar temas como inovação, cultura e memória”, destacou. 

Para Eva, a essência do projeto está em estimular uma nova forma de ver o mundo e o trabalho no serviço público. “É um convite a pensar fora da caixinha, transformar o nosso dia a dia e o nosso ambiente de trabalho. Pode ser uma conversa olho no olho, uma mudança de rotina, uma nova forma de receber o outro. Isso também é inovação”, mencionou. 

Para Fabíola, o ciclo também representa um marco no processo de democratização do saber e de valorização da escuta. “Queremos trazer cada vez mais trabalhadoras, trabalhadores, pesquisadores e representantes da sociedade para essas discussões. Mesmo quem não leu o texto disparador poderá contribuir. A oralidade, a escuta e a presença também são formas legítimas de troca e aprendizado”, pontuou. 

Participação ativa  

O projeto foi bem recebido pelo público. Uma das participantes, Carla Broseghini, servidora e bibliotecária, parabenizou a realização do evento e reforçou a importância do texto prévio. “A leitura inicial irá favorecer uma escuta mais qualificada, ampliar repertórios e contribuir para conversas mais ricas e propositivas. Que este seja apenas um dos primeiros de muitos encontros potentes, nos quais a escuta, o diálogo e a criatividade sigam impulsionando caminhos inovadores para o cuidado em saúde”, enfatizou. 

Ela também reforçou a relevância do projeto. “Iniciativas como esta fortalecem os laços entre profissionais, gestores, pesquisadores e comunidades, promovendo um ambiente fértil para o compartilhamento de experiências transformadoras”, afirmou. 

Programação dos próximos encontros: 

Outubro de 2025: Das valises tecnológicas à Inteligência Artificial: a inovação em saúde e os caminhos do cuidado e da equidade 

Janeiro de 2026: Inovação, saúde e serviço público nos territórios 

Abril de 2026: Inovação e memória: dos repositórios digitais a novas formas de preservar as vivências 

Julho de 2026: Inovação na cultura e na arte sobre o signo da saúde 

Outubro de 2026: Inovação na comunicação das instituições de saúde, ciência e cultura