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Em meio à produção da próxima exposição, CCMS visita a família de Dona Ivone Lara
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Em meio à produção da próxima exposição, CCMS visita a família de Dona Ivone Lara
Histórias e materiais reunidos nas visitas à residência de Dona Ivone Lara irão compor a futura mostra
Publicado: 18/03/2024 | 16h09
Última modificação: 18/03/2024 | 17h24
Última modificação: 18/03/2024 | 17h24

Texto: Centro Cultural do Ministério da Saúde
Imersa na pesquisa, produção, expografia e projeto gráfico da próxima exposição, a equipe do Centro Cultural do Ministério da Saúde (CCMS/CGDI/SAA/SE) visitou duas vezes a casa da família da Dona Ivone Lara, em Osvaldo Cruz, no Rio de Janeiro. O propósito era mergulhar no acervo da saudosa Dona Ivone, que será a estrela de um dos lados da próxima exposição do CCMS. A mostra, que irá revistar a história da artista, enfermeira e terapeuta ocupacional, será inaugurada em março de 2024, no túnel do Ministério da Saúde, em Brasília/DF.
Durante duas tardes e sob os cuidados atenciosos de Eliana Soares Martins da Costa, nora e gestora do acervo deixado por Dona Ivone Lara, Alfredo Lara, filho da sambista, Jorge Augusto Lara Martins da Costa, um dos netos, e Maria Aparecida Jacó, mãe de dois bisnetos da cantora, a equipe do CCMS foi guiada por um passeio pela história íntima dessa grande referência brasileira.

Eliana Soares Martins da Costa mostra o Estandarte de Ouro da Dona Ivone Lara, que foi a primeira mulher a receber o prêmio.
André Lara, um dos netos de Dona Ivone Lara, enfatizou a importância de compartilhar o legado da artista com as futuras gerações. “Nós, da família, acreditamos que seja de suma importância para nossa sociedade, e, principalmente, para os jovens, que são o futuro do nosso Brasil, essa iniciativa do CCMS em contar e expor a história dessa grande mulher que foi e ainda é referência, legado e inspiração no tratamento humanizado na saúde mental em todo País; paralelamente evidenciando sua representatividade na música, nas questões raciais, na luta das mulheres pelos seus espaços, e por igualdade nas classes sociais. Que todo o País, mundo e universo conheçam a maravilhosa história e trajetória dessa joia rara. Como dizem os versos da música de Arlindo Cruz e Sombrinha: ‘Se o mundo inteiro ouvir Ivone cantar ao alvorecer’. Salve Dona Ivone Lara e muito obrigado, Centro Cultural do Ministério da Saúde”, ressaltou.
Em meio às relíquias cuidadosamente preservadas, desde suas bolsas favoritas até seu cavaquinho, passando por roupas, sapatos, fotografias, prêmios, quadros e certidões, cada objeto conta uma parte da história dessa mulher extraordinária.

Luiz Baltar e Jussara Alves em meio às mémorias de Dona Ivone Lara
Durante esses encontros, uma parte do material iconográfico foi digitalizada para garantir imagens que irão compor a mostra, fornecendo um testemunho tangível da grandiosidade da Dona Ivone Lara para cada visitante.

História digna de exposição
Conhecida como Grande Dama do Samba, Dona Ivone Lara foi a primeira mulher a assinar um samba-enredo e a fazer parte da ala de compositores de uma escola, a Império Serrano. Algumas de suas canções – como “Sonho Meu”, “Acreditar” e “Alguém me Avisou” – são hinos da música brasileira e já foram gravadas por centenas de intérpretes como Clara Nunes, Gilberto Gil, Paulinho da Viola, Maria Bethânia e Marisa Monte.
Dona Ivone Lara tem também uma história marcante na saúde pública brasileira, tendo sido servidora do Ministério da Saúde até 1977, quando se aposentou e passou a se dedicar exclusivamente à música. É sobre esse lado pouco conhecido da compositora de “Sonho Meu” que a exposição, intitulada "Dona Ivone Lara e Mulheres da Saúde", vai se debruçar e lançar novas – e necessárias - luzes.

Equipe do CCMS na primeira visita à casa da Dona Ivone Lara

Equipe do CCMS durante a segunda visita