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Cineclube DGH/CCMS estreia no Inca
Última modificação: 13/11/2025 | 14h25

Texto: Gustavo Maia/Ascom Sems/RJ com edição do CCMS
Fotos: Alexandre Brum
Pela primeira vez uma edição do Cineclube, produzido pelo Departamento de Gestão Hospitalar (DGH) em parceria com o Centro Cultural do Ministério da Saúde (CCMS), foi realizada em uma unidade hospitalar. O encontro aconteceu no auditório da unidade II do Instituto Nacional de Câncer, contando com a participação dos trabalhadores da rede federal de saúde. A programação incluiu uma atividade interativa conduzida por Thiago Grisolia, produtor cultural do CCMS, a exibição de curtas-metragens sobre o tema e um bate-papo.

Após a exibição de curtas sobre a humanização nos hospitais, Flávia Bolívar, médica do Serviço de Oncologia Clínica e membro da comissão de humanização do Inca II, mediou o bate-papo entre duas convidadas especiais.
Michelly Ferreira da Silva, responsável pela área de humanização do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), apresentou um panorama das políticas desenvolvidas na unidade. Um dos destaques foi o programa Posso Ajudar?, que mobiliza estagiários de Enfermagem, Psicologia e do ensino médio para melhor receber e acolher os pacientes. Michelly também apresentou o projeto de inclusão digital desenvolvido no Instituto, voltado a pessoas que têm dificuldade com o novo mundo dos celulares e aplicativos.
Julia Schaeffer, atriz, palhaça e produtora cultural que em 2016 criou o projeto Roda de Palhaço, falou sobre o papel da arte nos espaços de cura. A intérprete da palhaça Shei Lá lembrou que o hospital é o lugar onde ninguém gostaria de estar, mas, mesmo diante da dor, é possível promover encontros que geram alegria e vida.
O Cineclube realizado no Inca II foi encerrado com a participação de Thiago Grisolia, produtor cultural do CCMS. Thiago propôs a criação coletiva de uma corrente de palavras, utilizando os termos que reverberaram durante o encontro. Palavras como “respeito”, “empatia” e “troca” foram pontos de partida para discutir como o afeto pode ser um dos pilares do Sistema Único de Saúde (SUS).

Flávia Bolívar, mediadora do evento no Inca II, ressaltou o que chamou de “grande questão virtuosa que surge quando as pessoas se reúnem”: “Nós nos sentimos mais estimulados e menos sozinhos, podemos nos enxergar nas nossas similaridades e ver como a humanização atravessa vários fatores comuns, porque, afinal, todas as pessoas precisam de arte e de afeto”, concluiu a médica.
