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Centro Cultural do Ministério da Saúde participa de seminário sobre covid

Evento na Fiocruz reuniu atores de diversos campos sociais que estão profundamente envolvidos com a covid longa e as consequências da pandemia

Publicado: 27/11/2024 | 17h38
Última modificação: 27/11/2024 | 17h46

Texto: Centro Cultural do Ministério da Saúde

 

O Centro Cultural do Ministério da Saúde (CCMS/CGDI/SAA/SE), através do convite realizado à coordenadora Fabíola Simoni, foi um dos participantes do Seminário Testemunho “Covid longa no Brasil: invisibilidade e cuidado de uma síndrome pós-viral”. O evento foi organizado pela equipe do projeto multicêntrico “Entre a visibilidade e a invisibilidade: uma análise histórica e socioantropológica da covid longa entre trabalhadores da saúde no Rio de Janeiro e em Porto Alegre” e coordenado pelo Observatório História e Saúde (OHS) da Fiocruz e pela Rede Covid-19 Humanidades MCTI. O encontro aconteceu nos dias 21 e 22 de novembro, no Centro de Documentação e História da Saúde, na Casa de Oswaldo Cruz, no campus sede da Fiocruz, em Manguinhos, Rio de Janeiro.  

Inspirado em método desenvolvido pela Wellcome Trust, o seminário testemunho consiste na reunião de pessoas que dialogam sobre o assunto a partir de perguntas elaboradas pelos organizadores do evento. Na ocasião, foram abordados temas como a definição de covid longa; invisibilidade da doença; cuidado crônico e direito à memória.  

A Fabíola Simoni, coordenadora do CCMS, participou dos dois dias de evento e apresentou, na manhã do dia 22, detalhes sobre a construção do Memorial da Pandemia de Covid-19 e falou da reabertura do prédio do Centro Cultural do Ministério da Saúde em 2025. Também lembrou a história de mais de 20 anos do CCMS e destacou a existência de outros Memoriais da Covid-19 no Brasil.  

 

 

“Temos um prédio de mais de cem anos de história, e o Centro Cultural conta com mais de duas décadas de atuação no campo da cultura e da saúde. Localizado em um palacete histórico da Praça XV, no Corredor Cultural do Rio de Janeiro, o espaço possui grande potência de visitação e de divulgação. Além disso, é muito estratégico estarmos a poucos minutos do Aeroporto Santos Dumont”, mencionou Fabíola.  

Fabíola citou, ainda, o Seminário para criação do Memorial da Pandemia de Covid-19, realizado nos dias 11 e 12 de março de 2024, em Brasília, que reuniu representantes de diversas instituições, sociedade civil e políticos para debater as principais lições da pandemia e, em especial, o combate à desinformação. “A ideia é trabalharmos em rede na construção de outros Memoriais”, explicou. 

Também participaram pesquisadores de cinco estados, representantes da Fiocruz e de universidades federais.  

 

O debate foi registrado e, após transcrição e edição, será disponibilizado no site do Observatório História e Saúde. O objetivo é transformar o conteúdo em um documento importante tanto para a pesquisa quanto para a visibilização da covid longa, sintetizando perspectivas, reflexões e propostas de intervenção. A partir do que for discutido no seminário, também será produzido um relatório sobre o problema da covid longa no Brasil, com vistas à publicização e visibilização da doença. Hoje, o OHS já conta com 32 artigos sobre o tema.