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Centro Cultural do Ministério da Saúde participa da Jornada de Equidade Racial
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Centro Cultural do Ministério da Saúde participa da Jornada de Equidade Racial
Evento debateu a Saúde da População Negra nos Hospitais Federais
Publicado: 23/11/2023 | 21h21
Última modificação: 23/11/2023 | 21h22
Última modificação: 23/11/2023 | 21h22

Texto: Ascom Sems/RJ com edição do Centro Cultural do Ministério da Saúde
Para marcar o mês da Consciência Negra, o Departamento de Gestão Hospitalar do Ministério da Saúde no Rio de Janeiro (DGH) promoveu a Jornada de Equidade Racial, no dia 14 de novembro, no Hospital Federal dos Servidores do Estado (HFSE), no Centro do Rio. Com a presença de representantes de movimentos sociais e de profissionais dos hospitais e institutos federais, o evento debateu a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra e os desafios colocados à alta complexidade no SUS.
Ao longo do dia, foram organizadas mesas para discutir a equidade racial. Um dos painéis apresentou Relatos de Experiências de profissionais e ativistas de diferentes instituições. Com moderação de Francineide Sales (HFSE), a mesa foi composta pelo Grupo Técnico de Ações Educativas de Combate à Discriminação/ECOAR (HFSE); pela Comissão Técnica de Saúde da População Negra (HFB); pelo médico Flávio Coutinho, do Hospital Federal Cardoso Fontes (HFCF); e representantes do Hospital Federal da Lagoa, Hospital Federal de Ipanema, Hospital Federal do Andaraí, Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO) e do Centro Cultural do Ministério da Saúde (CCMS/CGDI/SAA/SE).
Servidora do Centro Cultural do Ministério da Saúde e membra do Grupo de Estudo sobre Saúde da População Negra Marielle Franco (GESPN), Edileuza Jordana deu um relato pessoal sobre preconceito e a realidade de ter uma família inter-racial. Edileuza também falou da importância do debate sobre o colorismo nas unidades de saúde e sua influência no tratamento dado aos pacientes e na representatividade dos servidores e colaboradores, ressaltando a necessidade de reflexão e ação dentro desses espaços.
“Colorismo é um assunto muito importante e deve ser debatido nos hospitais. A exposição Sorriso Negro, é acima de tudo, um momento importantíssimo para as unidades hospitalares refletirem sobre como estão tratando o colorismo dentro do hospital. Onde estão essas pessoas, como são recebidas enquanto pacientes e que lugares ocupam enquanto servidores e colaboradores da unidade”, alertou Edileuza.
Em seguida, foi organizada a conferência Informações, dados e indicadores da saúde da população negra no Brasil. O tema foi proferido pelo chefe da Divisão da Diretoria de Avaliação, Monitoramento e Gestão do SENAPIR (Ministério da Igualdade Racial), Edvaldo Batista Sá.
Outra importante mesa redonda debateu o tema Doenças e agravos prevalentes na população negra e os desafios para a equidade racial no SUS. Moderada pela assistente Social do HFCF (mestre pela Fiocruz), Monique Rodrigues, a mesa foi integrada por Ludmila Oliveira, enfermeira sanitarista, mestre em Enfermagem e fiscal do Conselho Regional de Enfermagem; Flávio Moutinho, médico endocrinologista do HFCF; e Verônica Caé, professora da Escola de Enfermagem Anna Neri (UFRJ).
Diálogos permanentes para o avanço na Atenção Integral à Saúde da população negra foi tema debatido por Lúcia Xavier, coordenadora da ONG Criola; Celso Vergne, coordenador do Comitê Estadual de Saúde da população negra da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES/RJ); com moderação de Claudia Vitalino, ativista do Movimento Negro.
Também estiveram presentes no evento o diretor do DGH, Alexandre Telles, que participou virtualmente, diretamente de Angola, onde cumpria agenda oficial do Ministério da Saúde, a diretora substituta do DGH, Mirena Silva; a coordenadora-geral de Assistência do Departamento, Rose Filgueiras; a superintendente Estadual do Ministério da Saúde (SEMS/RJ), Cida Diogo; o diretor do HFSE, Paulo Sant’Ana; o coordenador Assistencial do HFSE, Marcelo Câmara; a ouvidora-geral substituta do Ministério da Saúde, Aíla Sousa; o presidente interino da Comissão de Ética do Ministério da Saúde no Estado do Rio de Janeiro, Paulo de Tarso; a professora, historiadora e ativista do Movimento Negro, Claudia Vitalino; e o assessor de Equidade Racial do Ministério da Saúde, Luís Eduardo Batista, que também participou remotamente.
Sorriso Negro
Além dos debates, foi montada a exposição Sorriso Negro, com o apoio do Centro Cultural do Ministério da Saúde. A mostra ficará em exibição ao longo do mês no saguão do Hospital Federal dos Servidores do Estado, a fim de destacar seus profissionais. A iniciativa, que também acontece nos demais hospitais federais, pretende difundir cada vez mais a discussão em torno do racismo.