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Centro Cultural do Ministério da Saúde marca presença na FLIP

O público da 17ª Feira Literária Internacional de Paraty-RJ ouviu a história das expedições feitas pelo Serviço Nacional de Câncer

Publicado: 22/07/2019 | 15h30
Última modificação: 22/07/2019 | 15h42

Representantes do Centro Cultural do Ministério da Saúde (CCMS/CGDI/SAA/SE/MS) estiveram presentes na FLIP, a 17ª Feira Literária Internacional de Paraty-RJ, na sexta-feira (12/07). Na ocasião, foi discutido o projeto de exposição do CCMS que vai retratar uma pesquisa pioneira sobre câncer, realizada em tribos indígenas na década de 1950. A mesa-redonda “As expedições do Ministério da Saúde e os Povos Originários na Década de 50” aconteceu no Espaço Casa Philos, na Biblioteca Municipal Fábio Villaboim.

O público ouviu a história das expedições feitas pelo Serviço Nacional de Câncer (atualmente, Inca) nos anos 1950, com o objetivo de pesquisar a incidência de tumores malignos nas tribos Mawé, Karajá e Kayapó. O estudo foi composto por três expedições nos Estados de Mato Grosso, Goiás, Amazonas e Pará, e gerou um relatório sobre os hábitos, alimentação e condições de vida daquelas populações. Foi um estudo pioneiro, pois não havia, na época, nada publicado na literatura médica internacional sobre a incidência de câncer em povos indígenas.

A chefe do Serviço de Produção Cultural do CCMS, Fabíola Andreza, foi a mediadora da mesa-redonda. Ela afirmou que abrir o projeto para o público, ainda na fase de desenvolvimento, é essencial para enriquecer a pesquisa e trazer novas visões e ideias para trabalhos futuros. Fabíola também destacou a importância do convite para a FLIP: “Fazer parte de um evento cultural dessa importância, com impacto internacional, é uma ótima oportunidade para o CCMS buscar protagonismo no cenário cultural brasileiro”, disse.

As expedições renderam cerca de 100 fotos, que por décadas ficaram guardadas na cidade de Magé (RJ), em um sítio pertencente ao médico Ataliba Bellizzi, um dos coordenadores do estudo. No final do ano passado esse material foi resgatado pelo CCMS, com a ajuda do filho do médico.

Desde então o CCMS, em parceria com a Secretaria Especial de Saúde Indígena, vem trabalhando na restauração das fotografias e na pesquisa do material documental sobre aquelas expedições. O objetivo é apresentar uma exposição que vai resgatar uma parcela da memória história tanto dos povos indígenas como da saúde pública brasileira.

Jussara Alves, do CCMS, falou sobre o trabalho de “garimpo” que é necessário para manter viva essa parte da memória do país. “Algumas fotos que encontramos estavam muito danificadas, por estarem guardadas por tanto tempo. Felizmente, com um cuidadoso trabalho de restauração, conseguimos recuperar boa parte do acervo”, disse.

Além das duas trabalhadoras do CCMS, a mesa-redonda também contou com Alexandre Octávio, técnico do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA) e pesquisador independente.

 

Texto: Marcio Nolasco

Com edição do Núcleo de Informação da SAA/SE

Agradecimentos

Ao Editor-chefe da Revista Philos, Jorge Philos

A Servidora do Ministério da Saúde Lara Braga

 

Alexandre Octávio, Jussara Alves e Fabíola Andreza na FLIP

Fotografias históricas recuperadas pelo CCMS apresentadas na FLIP