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Centro Cultural do Ministério da Saúde ganha prêmio de Boas Práticas de combate ao racismo
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Centro Cultural do Ministério da Saúde ganha prêmio de Boas Práticas de combate ao racismo
Apoio na exposição Sorriso Negro em 2022 e 2023 garantiu o reconhecimento
Publicado: 14/12/2023 | 10h24
Última modificação: 14/12/2023 | 10h51
Última modificação: 14/12/2023 | 10h51

Texto: Alexandre Matos (Ascom Sems/RJ) com edição do Centro Cultural do Ministério da Saúde
Em mais uma ação do Novembro Negro, o Hospital Federal dos Servidores do Estado (HFSE) sediou, de 28 a 29/11, o I Seminário Ética na Conscientização Racial: Letramento Racial. O evento foi organizado pela Comissão de Ética do Ministério da Saúde no Rio de Janeiro e teve como objetivo promover o letramento racial, o enfrentamento às práticas de racismo, com palestras acerca da saúde da população negra e racismo, e a disseminação das iniciativas de boas práticas realizadas pela comunidade, com vistas à educação continuada do tema ética e antirracismo, de modo a fortalecer a cultura de ética e integridade, bem como o sistema de gestão no Ministério da Saúde.
Ao longo do dia 29, aconteceu a premiação das Boas Práticas Institucionais nas Unidades Federais do Ministério da Saúde do Rio de Janeiro na Atenção à Saúde da População Negra e Enfrentamento ao Racismo. Além disso, foram realizadas apresentações das ações bem-sucedidas nas unidades hospitalares e institutos federais no Rio de Janeiro, para todos conhecerem como a iniciativa começou, as motivações e resultados obtidos.
Um destaque que permeou todas as unidades hospitalares é a exposição Sorriso Negro, que contou com o apoio do Centro Cultural do Ministério da Saúde (CCMS/CGDI/SAA/SE). Criada em 2017 por profissionais do Hospital Federal de Bonsucesso (HFB), a mostra enaltece trabalhadoras e trabalhadores negros, que são fundamentais em todas as unidades, mas, muitas vezes, são invisibilizados pelo racismo estrutural. Em 2022 e 2023, outras unidades adotaram esse exemplo bem-sucedido que, segundo as pioneiras, resgatou a autoestima dos profissionais retratados.

“O CCMS agradece a oportunidade de participar da exposição Sorriso Negro. Foi uma experiência muito importante para nós e nos despertou um outro olhar, um outro modo de atuar tecnicamente em mostras fotográficas”, destacou Edileuza Jordana, servidora do CCMS e membra do Grupo de Estudos de Saúde da População Negra Marielle Franco (GESPN). “O anseio é que muitos sorrisos negros continuem sendo expostos ao longo dos anos”, completou.
Com atuação diferente em cada unidade de saúde, o Centro Cultural do Ministério da Saúde fez empréstimo de expositores e também foi responsável pela montagem, produção de materiais gráficos, diagramação, tratamento de imagens e produção de texto especial para abertura da exposição.
Também foram premiados o Grupo de Trabalho ECOAR, do Hospital Federal dos Servidores do Estado; Grupo de Trabalho Equidade e Diversidade, do Departamento de Gestão Hospital no Estado do Rio de Janeiro; Projeto COGEP Explica, do Instituto Nacional de Câncer; Quesito Raça/Cor, do Hospital Federal de Bonsucesso; Rodas de Conversas Antirracistas, do Hospital Federal Cardoso Fontes; e Grupo de Estudo sobre a Saúde da População Negra, do Hospital Federal de Bonsucesso.
Antirracismo em pauta
Mais do que não ser racista, para combater este tipo de preconceito é preciso ser antirracista, foi o discurso uníssono entre as autoridades, que ecoou ao longo dos dois dias de evento.
Na terça-feira (28/11), o assessor para Equidade Racial em Saúde do MS, Luís Eduardo Batista, ministrou a palestra Racismo e Saúde. Ele falou sobre os impactos do preconceito à saúde de quem sofre e pontuou as diretrizes do Ministério para combater o preconceito racial. No mesmo dia, foi realizado o painel Expressões do racismo em Saúde, que contou com apresentações de assistentes sociais de três hospitais federais no Rio de Janeiro: Monique Rodrigues de Oliveira Silva (HFCF) falou sobre Aspectos históricos da saúde da população negra frente ao racismo institucional como barreira de acesso; Francineide Silva Sales Abreu (HFSE) discorreu sobre o Apagamento como expressão de violência racial na Saúde; e Leandro Rocha da Silva (HFB) apresentou a palestra Você trabalha aqui? O racismo nas relações de trabalho em Saúde. O painel teve mediação de Elielso de Sousa, membro da Comissão de Ética do MS/RJ.
O encontro também reuniu a chefe da Divisão da Secretaria de Políticas Afirmativas de Combate e Superação do Racismo, Layla Damiele Pedreira de Carvalho, e representantes da Comissão de Ética do Ministério da Saúde no Rio de Janeiro, do Instituto Nacional de Cardiologia (INC), do Instituto Nacional do Câncer (INCA), do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO), da Superintendência Estadual do Ministério da Saúde no Rio de Janeiro (Sems/RJ), do Departamento de Gestão Hospitalar (DGH/MS) e dos Hospitais Federais no Rio de Janeiro.