Mostra Virtual
Sífilis: História, Ciência, Arte

Ainda há dúvidas sobre como a sífilis surgiu. A doença ganhou atenção e se espalhou pela Europa no final do século XV, no período marcado pelas grandes navegações. Foram quase 500 anos de história e pesquisas científicas até a descoberta da penicilina e, com ela, a cura para a doença. Embora pareça uma doença do passado, a sífilis está mais presente do que nunca. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) apontam que são registrados mais de 7 milhões de novos casos da doença em todo o mundo.
E para narrar todos esses fatos, o Ministério da Saúde inaugurou no dia 17 de novembro de 2021, no Centro Cultural do Patrimônio Paço Imperial, no Rio de Janeiro, a exposição “Sífilis: História, Ciência, Arte”. A iniciativa tem como objetivo difundir conhecimento sobre a doença pelo viés da educação em saúde. A exposição estimula o visitante a não só conhecer mais sobre a sífilis, mas a adotar medidas de prevenção e controle da infecção. Dados da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) mostram que o Brasil registrou 115 mil casos de sífilis adquirida em 2020.
Dividida em três módulos temáticos (histórico, científico e artístico), a mostra fornece um panorama sobre a sífilis reunindo documentos, marcos científicos importantes, dados epidemiológicos, reproduções de obras de arte e objetos, como instrumentos antigos de diagnóstico e um frasco de penicilina de 1940. A ideia é facilitar a percepção das pessoas sobre a existência da doença, apresentando também informações sobre as manifestações clínicas da sífilis, os principais sinais e sintomas, além das formas de tratamento.
Idealizada pelo Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis, da Secretaria de Vigilância em Saúde, a exposição foi desenhada em parceria com o Centro Cultural do Ministério da Saúde, com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS), o Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e com o professor e médico Mauro Romero, curador emérito da exposição, representando a Sociedade Brasileira de Doenças Sexualmente Transmissíveis e o Setor de DST da Universidade Federal Fluminense, que reuniram suas expertises para contar essa história.
Acessa a exposição nesse link: http://exposifilis.aids.gov.br/