
A sensibilidade de Nise da Silveira apontava para outros caminhos que não fossem o coma insulínico, ou o eletrochoque, que provoca crises convulsivas e perda da consciência. Nise não conseguia aceitar essas práticas.
Funda então, em 1946, a Seção de Terapêutica Ocupacional, instalando diversas atividades e imprimindo-lhes um caráter predominantemente expressivo e não exclusivamente pragmático, segundo uso na época. Seu interesse era compreender o que se passava no mundo interno daqueles indivíduos tão herméticos, cuja linguagem verbal, dissociada e cheia de neologismos, tornava difícil a comunicação.
Nise da Silveira