Mostra virtual CCMS

Nise da Silveira

Vida e Obra

Imprimir Baixar cartilha de monitoria

Museu de Imagens do Inconsciente
O Legado de uma Vida

Museu de Imagens do Inconsciente

O Museu de Imagens do Inconsciente teve origem nos ateliês de pintura e modelagem da Seção de Terapêutica Ocupacional criada por Nise da Silveira.

A fotografia, em preto e branco, apresenta pessoas folheando publicações.
Inauguração das instalações do museu em 1956. Na foto os professores Henry Ey, Ramon Sarró, Lopez Ibor, doutores Pierre le Gallais e Nise da Silveira, representantes do ministério da saúde e da embaixada da França. Já naquela data, segundo escreveu o professor Lopez Ibor, o museu reunia "uma coleção artística psicopatológica única no mundo"
A fotografia, em preto e branco, mostra uma senhora de perfil, sentada, pintando uma tela apoiada sobre um cavalete. Ela tem cabelos enrolados bem curtos e usa vestido preto de mangas compridas. A mão direita está sobre as pernas, e, com a mão esquerda, pinta alguns traços. Está em um pátio aberto, com um jardim externo, onde, ao fundo, estão outros três cavaletes. Sobre a imagem, um texto de Mário Pedrosa acerca das imagens do inconsciente: “As imagens do inconsciente são apenas uma linguagem simbólica que o psiquiatra tem por dever decifrar. Mas ninguém impede que essas imagens e sinais sejam, além do mais, harmoniosas, sedutoras, dramáticas, vivas ou belas, enfim, construindo em si verdadeiras obras de arte”.
Adelina Gomes pintando ao ar livre.
A fotografia, em preto e branco, mostra um grupo de mais de vinte pessoas reunidas em uma sala. Estão ao redor de uma grande mesa retangular de madeira, com a presença da doutora Nise da Silveira, já idosa. À esquerda, há duas janelas e dois quadros. Ao fundo, uma parede está tomada por doze quadros.
Desde julho de 1968 funciona como atividade do museu um grupo de estudos que tem por principal objetivo o acompanhamento do processo psicótico através de imagens apresentadas em exposições semestrais ou anuais.

A produção desses ateliês foi tão abundante e revelou-se de tão grande interesse científico e utilidade no tratamento psiquiátrico que pintura e modelagem assumiram posição peculiar. Daí nasceu a idéia de organizar-se um museu que reunisse as obras criadas nesses setores de atividade, a fim de oferecer ao pesquisador condições para o estudo de imagens e símbolos e para o acompanhamento da evolução de casos clínicos através da produção plástica espontânea.

Em 20 de maio de 1952 foi inaugurado o Museu de Imagens do Inconsciente. Estando diretamente vinculado aos ateliês de pintura e de modelagem, o Museu não cessou de crescer. Seu acervo possui atualmente cerca de 350 mil documentos entre telas, desenhos, pinturas e modelagens. O Museu é um centro vivo de estudo e pesquisa. Organiza exposições, reúne um grupo de estudos, promove cursos e oferece aos interessados campo para pesquisa.

O método de trabalho no Museu consiste principalmente no estudo de séries de imagens. Isoladas, parecem sempre indecifráveis.Com surpresa, verifica-se que nos permitem acompanhar o desdobramento de processos intrapsíquicos. Não raro verifica-se que essas séries contêm significações paralelas a temas míticos. Essas pesquisas de paralelos históricos têm importância tanto teórica quanto prática.

A tarefa do terapeuta será estabelecer conexões entre as imagens que emergem do inconsciente e a situação emocional que está sendo vivida pelo indivíduo.

A fotografia em preto e branco mostra um homem de meia-idade sentado, de perfil. Na mão direita, segura um pincel, que está em contato com uma tela. Ele tem cabelos curtos e escuros e veste camisa de manga comprida clara. Ao fundo, há uma mesa com alguns objetos.
Raphael Domingues. Um dos frequentadores do ateliê de pintura cuja produção é reconhecida como de alta qualidade artística.

"Confio na continuidade e expansão deste trabalho. Trata-se de uma coleção que já tem fama internacional. (...) representa uma contribuição de grande importância para o estudo científico do processo psicótico"

Ronald Laing
Escritor e psiquiatra inglês.
Um dos fundadores do movimento da antipsiquiatria.

A fotografia em preto e branco revela um homem que trabalha com argila. Ele tem os cabelos curtos, enrolados e grisalhos, e veste uniforme hospitalar. À direita, um homem está sentado, de perfil, atento ao trabalho. Atrás dele há uma estante de ferro com várias peças em argila.
Fernando Diniz no ateliê de modelagem.