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Revista da Vacina

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Personalidades

 

Oswaldo Cruz
(1872-1917)

Oswaldo CruzOswaldo Gonçalves Cruz nasceu em 5 de agosto de 1872, na pequena cidade de São Luís do Paraitinga, interior de São Paulo. Filho mais velho do casal Amália Taborda Bulhões Cruz e Bento Gonçalves Cruz, viveu ali até os cinco anos de idade, quando a família mudou-se para o Rio de Janeiro.

Com apenas quatorze anos matriculou-se na Faculdade de Medicina. Ao longo dos seis anos de curso, Oswaldo Cruz demonstrou grande interesse pela microbiologia, o que o levou a escrever sua tese de doutoramento, “A veiculação microbiana pelas águas”, obtendo o grau de doutor em 8 de Novembro de 1892, no mesmo dia em que seu pai faleceu.

No ano seguinte, Oswaldo Cruz casou-se com a filha de um comerciante português, o comendador Manuel José da Fonseca. Este último teve uma grande importância na vida do sanitarista, pois estimulou os estudos do genro dando-lhe um bem equipado laboratório de análises clínicas, além de uma viagem à França em abril de 1897.

Em Paris, o jovem médico viria a se especializar em microbiologia e soroterapia no conceituado Instituto Pasteur, onde recebera uma bolsa de estudos em reconhecimento à ajuda financeira que o Imperador Pedro II dera à instituição. Ainda na Cidade-Luz, o sanitarista estudou urologia e medicina legal no Instituto de Toxologia de Paris.

Entre vidros e provetas, o pesquisador aprendeu a confeccionar utensílios tais como pipetas e ampolas. Trouxe este conhecimento para o Brasil, o que tornou-o pioneiro na fabricação desses equipamentos em sua terra natal.

Em agosto de 1899, o sanitarista voltou ao Brasil. Chegando ao Rio de Janeiro, Oswaldo Cruz abriu um consultório de urologia. No mesmo ano, foi convidado a integrar uma comissão da Diretoria Geral de Saúde Pública que iria para Santos investigar uma mortandade anormal de ratos. Nesta ocasião, conheceu Vital Brazil e Adolpho Lutz, cientistas com quem manteria uma longa parceria científica.

Em 25 de maio de 1900, o cientista assumiu o cargo de diretor técnico do Instituto Soroterápico Federal, onde produzia vacinas e soro contra a peste bubônica. Em dezembro de 1902, tornou-se diretor do Instituto.

Em março de 1903, o sanitarista foi nomeado Diretor-Geral de Saúde Pública com a missão de combater as três principais epidemias que assolavam o Rio de Janeiro: febre amarela, peste bubônica e varíola. Embora bem sucedido, seu trabalho sofreu pesadas críticas, principalmente da imprensa, devido à forma autoritária como foram implementadas as medidas de saneamento e saúde pública.

Em 1907, o cientista finalmente teve seus esforços reconhecidos ao anunciar a erradicação da febre amarela e ganhar a medalha de ouro no 14º Congresso Internacional de Higiene e Demografia de Berlim.

Em 1909, Oswaldo Cruz deixou a Diretoria Geral Oswaldo Cruzde Saúde Pública e passou a dedicar-se ao Instituto de Manguinhos. Neste mesmo ano o Instituto deu início a uma série de expedições pelo interior do país.
Em 1916, devido a graves problemas de saúde, o sanitarista deixou a direção de Manguinhos e passou a morar em Petrópolis, tornando-se prefeito da cidade. No ano seguinte, em fevereiro de 1917, Oswaldo Cruz faleceu em função da mesma moléstia que havia afetado seu pai, a insuficiência renal.

Com Emília da Fonseca, a Miloca, o sanitarista teve seis filhos que receberam o sobrenome Oswaldo Cruz. Essa prática estende-se por toda a descendência do médico até os dias de hoje.

 

Fontes:

Saiba Mais:

 

Retrato de Oswaldo Cruz em óleo do pintor Batista da Costa. Acervo Casa de Oswaldo Cruz / Fiocruz
Caricatura de Frantz publicada em Chanteclair, Paris, 1911. Acervo Casa de Oswaldo Cruz / Fiocruz

Museu da Vida | Casa de Oswaldo Cruz | Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos Bio-Manguinhos | Fiocruz | Ministério da Saúde

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