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Personalidades

 

Adolpho Lutz
(1855-1940)

Adolpho LutzFruto de um nobre casal de origem suíça, Adolpho Lutz nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 18 de dezembro de 1855. Seus pais, Gustav Lutz e Mathilde Oberteuffer, instalaram-se na capital do império em fins de 1849, quando uma epidemia de febre amarela assolava a cidade. Ali o casal ficou por pouco tempo, retornando à cidade de Berna (Suíça) em 1857, quando Lutz tinha dois anos de idade.

Desde pequeno, o menino demonstrou interesse pela natureza. Empenhou-se nos estudos de História Natural e mais tarde aprofundou-se em Ciências Naturais. Seguindo os passo do avô, Friedrich Bernard Jacob Lutz, Adolpho formou-se em Medicina em 1879. A partir de então, o jovem Lutz não mais parou. Especializou-se nos laboratórios da França, Alemanha e Inglaterra.

Em 1881, Lutz conheceu Pasteur e após finalizar seus estudos, retornou ao Brasil para reencontrar os pais e irmãos. Chegando ao Rio de Janeiro, o jovem médico validou seu diploma apresentando-o à Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. No ano seguinte Adolpho e sua irmã Helena transferiram-se para Limeira, no interior de São Paulo, onde realizou importantes pesquisas e trabalhos pioneiros em medicina e veterinária.

Em março de 1885, ele deixou Limeira para trabalhar como cientista em Hamburgo investigando o bacilo da lepra e microrganismos relacionados a várias doenças de pele. No ano seguinte, regressou ao Brasil, instalando-se na capital paulista.

Em 1889 desembarcou no Havaí, onde realizou trabalhos ligados à medicina, zoologia e bacteriologia, além de pesquisas sobre Lepra. Em 1891, Lutz casou-se com a enfermeira inglesa Amy Marie Gertrude Fowler com quem trabalhou no leprosário de Molokai.

De volta ao Brasil (1893), foi convidado a dirigir o Instituto Bacteriológico de São Paulo (atual Instituto Adolpho Lutz). Na capital paulista nasceram os dois filhos do casal, Bertha Maria Júlia que viria a ser naturalista do Museu Nacional, e Gualter Adolpho, futuro professor catedrático de medicina legal da Faculdade Nacional de Medicina.

Adolpho Lutz permaneceu na direção do Instituto Bacteriológico de São Paulo por quinze anos até transferir-se para o Instituto Oswaldo Cruz no Rio de Janeiro (1908), onde deu continuidade a seu trabalho como pesquisador até o seu falecimento em 6 de outubro de 1940.

 

Fontes:

Saiba Mais:

 

Retrato de Adolpho Lutz na década de 1890. Acervo Museu Emílio Ribas

Museu da Vida | Casa de Oswaldo Cruz | Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos Bio-Manguinhos | Fiocruz | Ministério da Saúde

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