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Beta é sinônimo de força e alegria de viver, tantas foram as dores enfrentadas e superadas ao longo de sua existência.
O livro de Beta é um relato corajoso e vivo de uma bela experiência de vida. Ela nos faz entrar e mergulhar no mundo de suas angústias e dúvidas, para podermos aprender generosas lições de renúncia, luta, solidariedade e de uma ilimitada capacidade de receber e doar amor.
Esse mergulho no inconsciente a fez encontrar e "derrotar" os inúmeros "fantasmas" que coabitavam sua memória e construir, desconstruindo-os, novas experiências humanas. Trilhar e compartilhar com a autora os caminhos tortuosos e desafiadores de sua psique nos faz apostar que outras pessoas possam, também, mergulhar no caos psíquico e emergir com saídas tão sábias e profundas na reconstrução da própria história.
O livro de Beta nos ensina como abrir e sabiamente fechar as muitas portas que se colocam em nossos caminhos.
As saídas encontradas por Beta tocam nossos corações e exploram afetos adormecidos pelo sofrimento, apontando para novas e reveladoras possibilidades existenciais.
Beta não teve e, ainda não tem, o medo da visão do que poderia "ver" dentro e fora de sua experiência, não sendo o medo obstáculo das transformações dos seus inumeráveis estados de ser.
Cristina Macedo
Terapeuta e Psicóloga do Espaço Aberto ao Tempo
Baixe aqui A História de Beta
Entrevista com Nise da Silveira
Neste vídeo, realizado pelo Prof. Edson Passeti da PUC de São Paulo, a criadora do Museu de Imagens do Inconsciente fala sobre a miséria do hospital psiquiátrico e as riquezas do mundo interno de seus frequentadores.
Abstração e Geometrismo
A psiquiatria tradicional interpreta a abstração e o geometrismo como sendo uma característica do estilo esquizofrênico, significando embotamento afetivo e intelectual. Esta afirmação não corresponde à realidade revelada nos documentos do ateliê de pintura. Emoção, angústia e o esforço para se opor ao estado de caos e confusão psíquica são mostrados neste documentário narrado pelo ator Rubens Correa.
Flores do Abismo
Uma panorâmica sobre o caminho percorrido pela relação Arte x Loucura desde o fim do século XVI, até os dias atuais, pelo curador da exposição e diretor do Museu, Luiz Carlos Mello.
Emygdio de Barros: Um caminho para o Infinito
O pintor Emygdio de Barros, um dos participantes da mostra Cinco Artistas de Engenho de Dentro, já se encontrava internado há 23 anos quando começou a freqüentar o ateliê do Museu de Imagens do Inconsciente. Anteriormente, seu trabalho no hospital era o de transportar trouxas de roupa suja para a lavanderia. Desde suas primeiras obras, Emygdio revelou uma capacidade extraordinária de expressão, que viria despertar a admiração de inúmeros artistas e críticos, e levar Ferreira Gullar a considerá-lo "talvez o único gênio da pintura brasileira".
E José Lins do Rego diz que no primeiro contato com a obra de Emygdio "foi como se o céu tivesse desabado sobre sua cabeça". O drama da história de vida deste criador excepcional poderá ser visto no documentário Emygdio, com texto de Nise da Silveira, direção de Luiz Carlos Mello e montagem de Eurípedes Júnior, com 45 minutos de duração e uma panorâmica de sua obra, através de mais de 100 imagens. Após a projeção, a psicóloga Gladys Schincariol, do Setor de Pesquisa do Museu debaterá com o público os temas suscitados no documentário.
Carlos Pertuis: A Barca do Sol
Na década de 80, Leon Hirszman realizaria a trilogia Imagens do Inconsciente, cuja terceira parte é dedicada à vida e obra de Carlos Pertuis. Foi uma visão mística, "O Planetário de Deus" em suas palavras, que motivou a internação de Carlos. Depois dessa incandescente visão, Carlos "desceu vertiginosamente à esfera das imagens arquétipicas, à esfera dos deuses e demônios", segundo nos diz Nise da Silveira. O resultado desse mergulho são as mais de 20 mil obras de sua autoria que estão no acervo do Museu. Originalmente em 16 mm, com duração de 70 minutos, será apresentada a versão em vídeo, seguida de debate com Gladys Schincariol.