Os anos de 2011 e 2012 foram um marco para o Controle Social da Saúde Indígena. A participação efetiva das comunidades indígenas na construção da Sesai e na reconstrução dos DSEI, bem como no acompanhamento e na fiscalização da execução da Política de Saúde dos Povos Indígenas, aliada ao aumento significativo do número de reuniões locais e distritais realizadas, demonstra tanto o amadurecimento dos conselheiros de saúde quanto o comprometimento da atual gestão em fortalecer as instâncias de controle social.
Assim como os conselhos estão previstos na Lei nº 8.142/90, outra instância de controle social para o Subsistema de Atenção à Saúde Indígena do Sistema Único de Saúde são as conferências de saúde. A primeira conferência de saúde indígena ocorreu em 1986 e resultou em propostas paras as diretrizes da criação de um sistema que atendesse as especificidades dos povos indígenas. Em 2013, foi realizada a 5ª Conferência Nacional de Saúde Indígena, com o objetivo de avaliar a Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas, aprovada em 2002 e em vigor.
O Conselho Nacional de Saúde (CNS) é formado por 48 conselheiros titulares e seus respectivos suplentes, representantes de entidades e movimentos sociais de usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), entidades de profissionais de saúde, comunidade científica, prestadores de serviço, entidades empresariais da área da saúde e gestores municipais, estaduais e federal do SUS.
Objetivo: contribuir para que os conselhos de saúde incorporem o uso da informática e da internet como ferramentas para a busca de informação em saúde e para o reforço à comunicação entre os conselhos, e dessas instâncias com a sociedade.
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Karina Zambrana