Mostra virtual CCMS

O Museu Vivo
de Engenho de Dentro

 

Poesias

 

Na escuridão de aprisionado porque

Falei... Falei... Falei...
Sem dizer
Os teus segredos íntimos
A dizer.
Do que não sabias
Do meu amor
Pois só eu sei do sentido de tuas
Lágrimas............. !
Às lágrimas... que não fiz!
Chorar...
....! mas que são minhas...
no soluçar de tuas emoções...!
E que te fiz ver!
E ... falei...
Foi quando você entendeu... à sensibilizar-te das entranhas
Ao sino de tua nudez
O meu amor... o meu amor..
O meu amor por você"

José Alberto de Almeida

Deus

O mundo azul
Todo enfeitado e endomado
Feito arco-íris
No porte do norte
No porte do sul
Às vezes penso
Que este mundo azul
Deveria ser
Um mundo de paz

Antônio Oliveira Russo

Falando de amor

Uma voz macia e baixa é amor, voz mansa, um até logo de mão devagar, isto é amor. Um cumprimento, bom dia, boa tarde, isto é amor. Chamar querido, querida, fazer um sinal com a cabeça, isto é amor. Fazer um sinal de bem com a mão, isto é amor."

Wilson Bernardo C. Filho

Nesta foto, um grupo de pessoas lê e escreve em uma sala.  À mesa de madeira se sentam um homem e duas mulheres. Um homem, à esquerda, e a mulher a seu lado escrevem. A outra mulher olha para baixo e sorri. Ao fundo, há uma estante com vários livros nas prateleiras. Entre essa estante e a porta azul da sala, que se encontra aberta, há um homem sentado, lendo.

Ausência

Solidão,
Perdida mulher de braços vazios
Que nos olhos não traz brilho
Na boca não traz riso.

Solidão
Mulher inquieta
E absoluta certeza
De só.

Solidão
Mulher desatenta,
Perdidamente lenta
Na recordação.

Solidão
Mulher de tristeza perfeita
Na quietude se deita
Mansamente chora
O silêncio de alma prova!

Gloriana Lemos – 23/07/2002

 

Homenagem

Eu assisti
Eu convivi
Eu vi que era feliz
Eu conheci Fernando Diniz
O silêncio sentado em frente a tela
Criando, compenetrado
Milhares de cores belas
Mandalas, estrela, figuras de barro

Os pincéis eram suas asas
Voava assim saindo com as obras
Do universo do sofrimento
Da clausura no pavilhão psiquiátrico
Diniz era um poeta de simplicidade
Figura de extrema verdade
Verdades que Nise e sua equipe
Trouxeram a luz
Graças a Jesus

Eu sinto Diniz presente na saudade
Hoje, ano 2000, como quando o conheci
Diniz era feliz, eu conheci
No Museu de Imagens do Inconsciente

Luciano Soares

 

Rosa, o céu era rosa
A vida era airosa
E eu todo prosa
A beijar-te o rosto
Com alegria
E a água fria
Batia na areia
Onde as ondas do mar viviam
Entre o sim e o não
Do seu eterno vaivém
Das tuas formas formosas
Onde eu bem quero ficar
E me aconchegar
No teu leito morno
E me embriagar
Da tua vida
E para sempre
Serás minha

Luciano Côrtes – 19/12/2001

 

Ao Corpo Técnico

A você que me tolera, se recusa. Do seu posto não abusa, se esvazia. Não tem idade, é amizade.

Davi



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