Na escuridão de aprisionado porque
Falei... Falei... Falei...
Sem dizer
Os teus segredos íntimos
A dizer.
Do que não sabias
Do meu amor
Pois só eu sei do sentido de tuas
Lágrimas............. !
Às lágrimas... que não fiz!
Chorar...
....! mas que são minhas...
no soluçar de tuas emoções...!
E que te fiz ver!
E ... falei...
Foi quando você entendeu... à sensibilizar-te das entranhas
Ao sino de tua nudez
O meu amor... o meu amor..
O meu amor por você"
José Alberto de Almeida
Deus
O mundo azul
Todo enfeitado e endomado
Feito arco-íris
No porte do norte
No porte do sul
Às vezes penso
Que este mundo azul
Deveria ser
Um mundo de paz
Antônio Oliveira Russo
Falando de amor
Uma voz macia e baixa é amor, voz mansa, um até logo de mão devagar, isto é amor. Um cumprimento, bom dia, boa tarde, isto é amor. Chamar querido, querida, fazer um sinal com a cabeça, isto é amor. Fazer um sinal de bem com a mão, isto é amor."
Wilson Bernardo C. Filho
Ausência
Solidão,
Perdida mulher de braços vazios
Que nos olhos não traz brilho
Na boca não traz riso.
Solidão
Mulher inquieta
E absoluta certeza
De só.
Solidão
Mulher desatenta,
Perdidamente lenta
Na recordação.
Solidão
Mulher de tristeza perfeita
Na quietude se deita
Mansamente chora
O silêncio de alma prova!
Gloriana Lemos – 23/07/2002
Homenagem
Eu assisti
Eu convivi
Eu vi que era feliz
Eu conheci Fernando Diniz
O silêncio sentado em frente a tela
Criando, compenetrado
Milhares de cores belas
Mandalas, estrela, figuras de barro
Os pincéis eram suas asas
Voava assim saindo com as obras
Do universo do sofrimento
Da clausura no pavilhão psiquiátrico
Diniz era um poeta de simplicidade
Figura de extrema verdade
Verdades que Nise e sua equipe
Trouxeram a luz
Graças a Jesus
Eu sinto Diniz presente na saudade
Hoje, ano 2000, como quando o conheci
Diniz era feliz, eu conheci
No Museu de Imagens do Inconsciente
Luciano Soares
Rosa, o céu era rosa
A vida era airosa
E eu todo prosa
A beijar-te o rosto
Com alegria
E a água fria
Batia na areia
Onde as ondas do mar viviam
Entre o sim e o não
Do seu eterno vaivém
Das tuas formas formosas
Onde eu bem quero ficar
E me aconchegar
No teu leito morno
E me embriagar
Da tua vida
E para sempre
Serás minha
Luciano Côrtes – 19/12/2001