
Entre 2003 e 2008, jovens negros de 10 a 29 anos foram as maiores vítimas de homicídios, de ambos os sexos.
A partir de 2003, as taxas passaram a diminuir, tanto para jovens brancos do sexo masculino quanto feminino. No entanto, para jovens negros, homens ou mulheres, no mesmo período, constatou-se um aumento expressivo do risco de morte em relação aos jovens brancos.
Em todo o período, as taxas no sexo masculino são maiores: nos homens, a maior taxa foi de 85/100 mil; e nas mulheres, de 6,5/100 mil.


A vitimização se define pela violência que afeta uma pessoa, produzindo dano físico ou psicológico. Existe uma relação entre racismo e as violências sofridas pela população negra, que explicita a desigualdade racial na vitimização violenta, a exemplo dos homicidios.
Entre os anos de 2000 e 2009, a população negra - em especial, jovens entre 15 e 29 anos - teve seu risco de morte elevado, com aumento da vitimização, enquanto a população não-negra teve diminuição no risco.
A vitimização de pessoas negras alcança dados alarmantes, principalmente no estado de Alagoas, que foi escolhido como território nacional do Programa Juventude Viva: Plano de Enfrentamento da Mortalidade da Juventude Negra, do Governo Federal.

A morte por Intervenção Legal "é a designação dada pela área de saúde aos casos de óbito provocado por agentes do Estado no cumprimento de seu dever" (Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde - CID 10).
No Brasil, entre 2000 e 2009, foram registrados, aproximadamente, 1.300 óbitos por intervenção legal em homens negros. Jovens negros, na faixa etária de 15 a 39 anos, são as maiores vítimas. No mesmo período, foram registrados, aproximadamente, 700 óbitos por intervenção legal na mesma faixa etária em homens brancos.

