Mostra virtual CCMS

A Saúde Bate à Porta

Programa Saúde da Família

Linha do Tempo - Trajetória do PSF

Uma terra saudável

Primeiras cartas enviadas a Portugal

Pero Vaz de Caminha

"Índios muito bem cuidados, muito limpos e tão gordos e tão formosos. Gente boa e de boa simplicidade. Aguas são muitas, infindas."

Américo Vespúcio

"Tem (os índios) os corpos grandes e robustos, bem dispostos e proporcionados, de cor tirando a vermelho."

Jesuítas

"Os indígenas eram fortes e sadios, e as doenças encontradas foram bouba ou piã, bócio endêmico, parasitoses, dermatoses, talvez reumatismo, mordeduras, ferimentos de guerra e acidentes. As mulheres pariam em geral sozinhas, seccionavam."

A figura em cores mostra dois homens indígenas nus e descalços. Um deles está com os braços elevados e as mãos atrás da cabeça, enquanto o outro tem os braços cruzados sobre o peito e sorri.
1500

Brasil Colônia

Doenças e colonização
As más condições de higiene nos navios, o povo doente e ávido por acumular riquezas. Destruição das riquezas naturais e do ecossistema.

Do contato com o branco surgiram males de países civilizados como varíola, sarampo, tuberculose, escarlatina, lepra, doenças venéreas e parasitoses. Do contato com o negro, foram introduzidas as doenças tropicais como filarioses, dranculose ou bicho-da-costa, febre amarela e tracoma, maculo, ainhum ou mal perfurante plantar, o gunduru ou exostose paranasal, a ancilostomiase e outras verminoses.

Fundação da primeira Santa Casa de Misericórdia, em Santos/SP. Posteriormente vieram Rio de Janeiro, Vitória, Olinda e Ilhéus, no século XVI.

Introdução da catequese pelos padres jesuítas. Incorporam os remédios e terapêuticas europeias.

Desenhos de um grupo de indígenas formado por homens e mulheres, além de outro, mais ao fundo, onde identifica-se um religioso com a mão sobre a cabeça de um homem ajoelhado a seus pés.
1563

Fundação do primeiro Hospital de Caridade do Recife

1798

Reino Unido

Vinda da família Real
O Brasil passa de colônia a Reino Unido.

Com a vinda da família real, no inicio do século XIX, o Brasil passa da categoria de Colônia à Reino Unido.

As medidas de saúde concentraram-se, basicamente, na vigilância dos portos e no saneamento.

Desenho que retrata pessoas negras, trajadas com roupas simples e desembarcando em uma casa onde há homens bem vestidos para a época.
1808

D. Pedro I assina uma lei que marca o processo de institucionalização da Medicina no Brasil.

1826

As academias de Salvador e Rio de Janeiro transformam-se em escolas ou faculdades de Medicina.

1832

Inauguração do primeiro hospício no Brasil, conhecido como Hospício de Pedro II.

Foto em preto e branco mostra vista para o Hospício. O prédio de dois pavimentos tem janelas em formato de arco lado a lado em toda a sua extensão frontal e lateral. Cercando o imóvel, há grades de metal e colunas altas. Dentro da propriedade, vê-se um jardim.
1852

República

No inicio da República, ocorreu grave crise econômica devido ao escasso trabalho assalariado e pela recusa da mão de obra europeia em vir trabalhar no Brasil em função das grandes epidemias e más condições de saneamento. Desta forma, o Congresso Nacional aprovou grande parte das medidas propostas pelo médico sanitarista Oswaldo Cruz, e os resultados positivos deixaram respaldo jurídico que legitima a ação do Estado e sua interferência na saúde.

Esta imagem mostra quatro homens em pé dentro de um pequeno barco. Percebe-se que um deles, pela vestimenta, tem posses. Os demais estão vestidos de maneira simples.
1889

O marco do setor da saúde é o reconhecimento da Medicina como profissão, no início do século XX, emergindo como questão social. Na década de 20, a Reforma de Carlos Chagas propôs mudanças como propaganda e educação em saúde, expansão das atividades de saneamento em âmbito nacional.

Fundação do Instituto Soroterápico Nacional.

1900

Oswaldo Cruz assume o Instituto Soroterápico Federal.

Em recorte redondo, nota-se o rosto de um senhor, de perfil. O homem tem cabelos grisalhos e ondulados, além de bigode; usa terno e gravata escuros e camisa clara.
1902

A Fundação Instituto Soroterápico Federal passa a se chamar Instituto Oswaldo Cruz.

Fotografia de antigo edifício, com cúpulas no alto e grandes janelas em formatos de arco.
1908

O cientista Carlos Chagas realizou um dos mais importantes feitos científicos da ciência brasileira, descobriu uma nova doença, a tripanossomíase americana, que ficaria mundialmente conhecida como doença de Chagas.

Em recorte redondo, nota-se a fotografia de um homem com cabelos pretos e bigode, trajando jaleco branco.
1909

Institucionalização da profissão médica.

Foto de homens com longas vestimentas brancas ao redor de maca de hospital. Um deles examina uma pessoa que está sentada sobre o móvel.
1926

Nova República

Criação da Secretaria de Estado de Educação e Saúde Pública.

1931

Criação dos Institutos de Aposentadorias e Pensões.

1933

Criação do Ministério da Educação e Saúde e do Conselho Nacional de Saúde.

1937

Primeira Conferencia Nacional de Saúde.

Imagem mostrando a fachada de um hospital e mulheres e homens com uniformes típicos da área da saúde.
1941

Criação do Ministério da Saúde e da Fundação Serviço Especial de Saúde Pública.

Imagem mostrando mulheres e homens com uniformes típicos da área da saúde em diferentes épocas e ainda uma pessoa acamada que é examinada por um médico e observada por uma enfermeira.
1953

Unificação dos Institutos de Aposentadoria e Pensões na figura do Instituto Nacional de Previdência Social (INPS) que, após 1996, transformou-se em Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS).

1966

Instituto Oswaldo Cruz passa a ser chamar Fundação Oswaldo Cruz.

1970

Criação do Instituto Nacional de Assistência Médica e Previdência Social (INAMPS).

1978

Promulgada a nova Constituição Brasileira. Pela primeira vez na história do Brasil a saúde é vista como direito social, fundamentada nos princípios da equidade social e dos direitos humanos.

Fotografia do Congresso Nacional.
1988
Sistema Único de Saúde.

Edição da lei Nº 8.080/90 - condições para proteção e recuperação da saúde, organização e funcionamento dos serviços correspondentes.

Edição da lei Nº 8.142/90 - participação da comunidade na gestão do SUS e transferências intergovernamentais dos recursos na área da saúde.

Logotipo do SUS - Sistema Único de Saúde
1990

Saúde - Direito Social

Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS), coordenado pelo Ministério da Saúde. O PACS começou a ser implantado na região Nordeste, mediante projeto piloto, desenvolvido no estado da Paraíba. Nesse mesmo ano, com a entrada do cólera no país, o programa foi estendido, em caráter emergencial, à região Norte. Com a retomada do planejamento original do Programa, a implantação começa a ser expandida para outras regiões do país, com a capacitação gradual dos agentes para realizar o mapeamento, o diagnóstico de saúde da comunidade e o desenvolvimento de ações de proteção à saúde da mulher e da criança.

Fotografia que mostra cinco mulheres vestidas com uniformes que contêm logotipo do “Programa Saúde de Família”.
1991

Reestruturação da Atenção Básica

Em 1994, o Programa Saúde da Família (PSF) foi criado como estratégia de reorientação dos serviços de atenção à saúde. As antigas práticas mais voltadas para a doença e valorização do hospital são substituídas por novos princípios, com o foco na promoção da saúde e na participação da comunidade.

Na época da criação do Programa Saúde da Família, o país contava com 29 mil agentes comunitários de saúde. Os primeiros 55 municípios que implantaram o Programa colocaram em ação 328 equipes de Saúde da Família.

Uma equipe de saúde da família é composta por:

  • 1 médico,
  • 1 enfermeiro,
  • 1 auxiliar de enfermagem
  • e de 4 a 6 agentes comunitários de saúde.
Foto de uma agente comunitária de saúde conversando com mulher em frente a uma casa. Nota-se que a mulher tem um bebê no colo e que, há outras casas atrás daquela em destaque.
1994

Começa a implantação do piso de Atenção Básica (PAB), que marca uma profunda transformação no modelo de financiamento da atenção básica, sendo uma das principais medidas tomadas pelo Ministério da Saúde para viabilizar a organização da atenção básica á saúde, nos municípios brasileiros.

O PAB se constitui num montante de recursos financeiros destinados exclusivamente para ações básicas de saúde, independentemente de sua natureza – de prevenção, promoção ou recuperação. Os recursos podem ser utilizados tanto no custeio de despesas correntes, como para aquisição de materiais permanentes ou para realização de obras de construção ou reforma de unidades.

A transferência ocorre de forma regular e automática, do Fundo Nacional de Saúde para os fundos municipais.

Foto de uma profissional da saúde vacinando menino.
1998

O Governo Federal reconhece, por meio do decreto Presidencial N° 3.189, de 4 de outubro de 1999, o exercício da atividade de Agente Comunitário de Saúde, que passa ser legalmente considerada de "relevante interesse público".

Após o planejamento e o início das atividades dos agentes comunitários de saúde e das equipes de Saúde da Família, é possível monitorar o trabalho utilizando-se o Sistema de Informações da Atenção Básica (SIAB). O SIAB reúne informações sobre o registro de atividades, procedimentos e notificações, como também sobre o acompanhamento de grupos de risco.

Fotografia mostra dentista examinando criança.
1999

O Brasil alcança a marca de 150 mil Agentes Comunitários de Saúde, antecipando a meta prevista para o fim de 2002. Os 152 mil agentes existente no país visitam as casas e acompanham as condições de saúde e de vida de mais de 88 milhões de pessoas, em 4.786 municípios brasileiros. Ainda em 2001, o Ministério da Saúde abraçou nova causa: operacionalizar a incorporação da odontologia no PSF, com a criação das Equipes de Saúde Bucal (ESB).

Três mulheres uniformizadas com jaleco e coletes do Programa Saúde da Família são o destaque desta imagem. As profissionais da saúde descem, lado a lado, uma longa escadaria. As três olham para a câmera e sorriem discretamente.
2001

O Brasil alcança as seguintes marcas:

  • 15.867 equipes de Saúde da Família em 4.071 municípios;
  • 168.160 equipes de Agentes Comunitários de Saúde em 4.993 municípios;
  • 3.648 equipes de Saúde Bucal em 1.995 municípios.

Nos primeiros anos de existência do PACS, a ênfase do trabalho dos agentes esteve direcionada para vigilância à saúde de mães e crianças. À medida que o programa foi se consolidando, o trabalho dos ACS passou a contemplar também outros grupos da população, a exemplo de idosos e portadores de diabetes, hipertensão, tuberculose, hanseníase, entre outros.

Pela Lei 10.507, de 10.7.2002, fica criada a profissão de Agente Comunitário de Saúde.

Mapa do Brasil
2002

Projeto de Expansão e consolidação do Saúde da Família

O Ministério da Saúde vai investir US$ 550 milhões, até 2009, no Projeto de Expansão e Consolidação do Saúde da Família – PROESF. O objetivo é levar o "Saúde da Família" para municípios com mais de 100 mil habitantes, ou seja, para as cidades médias e as grandes, onde se concentra a maior parte da população brasileira.

O PROESF também aplicará recursos em saúde bucal, na aquisição de veículos, na compra de equipamentos médicos e de suporte, além de reformas das unidades do Saúde da Família. Para os municípios que já possuem o programa implantado, o PROESF prevê a qualificação dos recursos humanos para as equipes de todo o país.

Saúde da Família: dos pequenos municípios para as médias e grandes cidades.
A fotografia mostra dois agentes comunitários de saúde afixando cartaz. O fundo da figura é um ambiente urbano, com casas, prédios e árvores.
2003


Veja também


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