Seja bem-vindo a esta casa, que poderia ser um lar, que poderia ser o recanto de qualquer um, que poderia ser a morada de todos. De um brasileiro, de milhões de brasileiros, Todos, onde estiverem, ao alcance de um agente comunitário de Saúde.
Esta casa, criada especialmente para a exposição A Saúde Bate à Porta, foi um dos últimos trabalhos da arquiteta Gisela Magalhães, que nos deixou em 30 de março de 2003.
Centro Cultural do Ministério da Saúde
"Se todos fossem no mundo iguais a você/ Que maravilha viver!". Esta canção foi feita pra minha amiga sem que os autores a conhecessem. Era inteligente, muito criativa (diversas vezes genial) e se dizia socialista - o que para ela significava querer um mundo sem a exploração do capital. Ela não se importava com teorias socialistas, marxismos etc. Seu socialismo era visceral e eu a vi praticando socialismo diversas vezes. Estava sempre cercado de gente que não tem nada - emprego, renda, negócio, casa, conta bancária. Gostava mais de gente assim, talvez porque lhe aparecessem na sua humanidade primordial - só com os atributos de gente. Amava índios, favelados, presos, abandonados, traídos, esquecidos, roceiros, artistas populares, recém-nascidos, velhinhas. Se dizia mangueirense e foi cremada com uma camisa da escola. O Império Serrano também a comovia. Sua concepção da arte (que era o seu ofício) não admitia mistificação: arte não é o que se exibe em museus e galerias. Uma tarde no Carandiru, às vésperas da demolição, bebeu cachaça com um chefão do PCC. Seu olhinhos brilhavam vendo o alambique clandestino. Dentre as lembranças da minha amiga, vou guardar esta.
Prof. Joel Rufino dos Santos
Sua ambientação artística de uma casa é irrepreensível e entrelaça informação e educação enriquecidos com recursos audiovisuais aplainando, com maestria, o garimpo da pesquisa que remonta desde a época da criação do PSF, em 1994, até os nossos dias.
TT Catalão
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