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Dengue

a exposição

Calamidade pública

Frantz. Charge publicada em Chanteclair, Paris, 1911.

Quando, no início do século, Oswaldo Cruz combatia violentamente e conseguia controlar o mosquito Aedes aegypti, transmissor da febre amarela, jamais imaginaria que, 100 anos depois, este inseto estaria novamente assolando o Rio de Janeiro, agora propagando uma outra doença: a dengue.

Como a febre amarela no início do século, a dengue constitui-se hoje em um importante problema de saúde pública. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a cada ano, 50 milhões de pessoas contraem doença, sendo que 500 mil precisam ser hospitalizadas (90% crianças), e 24 mil morrem em conseqüência da moléstia. Entre 2,5 e 3 bilhões de pessoas vivem em condições de risco nos 100 países onde a dengue é endêmica.

O mosquito transmissor espalhou-se por toda a região tropical entre populações humanas suscetíveis. Entre os diversos fatores que contribuíram para a explosão da dengue, destaca-se a expansão desordenada dos centros urbanos, deixando grande faixas da população vivendo em condições precárias, sem acesso a sistemas adequados de fornecimento de água, tratamento de esgoto e coleta de lixo. O quadro se agrava também devido ao aquecimento global.

Doença de portos e cidades

Benjamin Rush

Comparada com outras moléstias tropicais, a dengue é uma doença relativamente nova. As primeiras referências foram feitas por David Bylon sobre um surto em Java em 1779, e Benjamin Rush sobre uma epidemia na Filadélfia em 1780. No final do século XIX, a dengue já era reconhecida como uma doença de costas, portos e cidades, espalhando-se para o interior ao longo dos rios.

Embora manifestações hemorrágicas já tivessem sido registradas em surtos em áreas não endêmicas na década de 20, foi somente nos anos 50 que a febre hemorrágica da dengue foi reconhecida como uma forma nova e mais grave da doença. Já a síndrome do choque hemorrágico da dengue surgiu de forma epidêmica pela primeira vez na Tailândia em 1958.

Coube a Albert Sabin o isolamento pela primeira vez do vírus da dengue: o tipo I na área do mediterrâneo durante a II Guerra Mundial, e o tipo II na região do Pacífico. Posteriormente, foram isolados os tipos III e IV.

Em 1986, o vírus tipo 1 da dengue foi isolado, pela primeira vez no Brasil, pelo Departamento de Virologia da Fiocruz. O mesmo departamento também isolou os tipos 2 e 3 (associados às formas mais graves da doença) respectivamente em 1990 e 2001. Ainda não foram encontrados indícios do vírus tipo 4 no país, apesar de sua presença já ter sido constatada no norte da América do Sul e haver um alto risco de sua introdução em território brasileiro.

CDC (Centers for Disease Control and Prevention)

Combate sem trégua

Aparelhos Clayton, utilizados na profilaxia da febre amarela, (1905?)

O Aedes aegypti surgiu na África (provavelmente na região nordeste) e espalhou-se para Ásia e Américas, principalmente através do tráfego marítimo, acompanhando o homem em sua longa migração pelo mundo. No Brasil, chegou no período colonial com as embarcações que transportavam escravos, já que os ovos do mosquito podem resistir por até um ano, mesmo sem contato com a água. Em 1850, ocorria a primeira epidemia de febre amarela no país, atingindo cerca de um terço dos moradores do Rio de Janeiro.

No início do século, Oswaldo Cruz lançava a campanha contra a febre amarela. Estruturada em moldes militares, seu alvo central era o Aedes aegypti. Enfrentou a oposição popular, mas sua persistência trouxe resultados: nos dois primeiros meses de 1907, apenas duas pessoas morriam de febre amarela. Contudo, como o mosquito não chegou a controlado em todo o país, logo voltou a se difundir, provocando nova epidemia na década de 20.

Em 1955, uma grande campanha realizada pela Organização Pan-Americana da Saúde erradicou o Aedes aegypti do Brasil e de diversos outros países americanos. No entanto, o mosquito permaneceu presente em várias áreas do continente, voltando a espalhar-se. No fim da década de 70, o Brasil novamente contava com a presença do vetor em suas principais cidades.

Atualmente, a erradicação do Aedes aegypti é considerada praticamente impossível, devido ao crescimento da população e à ocupação desordenada e falta de infra-estrutura dos grandes centros urbanos. Isso se agrava pela intensa utilização de materiais não-biodegradáveis, como recipientes descartáveis de plástico e vidro. Assim, o máximo que se pode fazer é controlar a presença do mosquito.



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