Uma das primeiras imagens de raios-X revelou os diferentes graus de absorção dos raios pela carne, pelos ossos, por uma pedra preciosa e pelo metal

Vendo e tratando

Em 1895, o físico alemão Wilhelm Röntgen, estudando fenômenos de luminescência, descobre os raios-X. Sua pesquisa foi recebida pelos cientistas com extraordinário interesse, pelas suas potenciais aplicações na medicina. Em pouco tempo, constatou-se que, além de possibilitar a visão do interior dos corpos, a exposição mais intensa aos raios-X destruía células cancerígenas. No início do século XX, os raios-X passaram a ser utilizados como uma nova possibilidade no diagnóstico e tratamento do câncer.



Primeiras tentativas de tratamento do câncer com raios-X. Quadro do pintor Georges Chicotot, 1907.



Em 1897, chegaram ao Brasil os primeiros aparelhos de raio-X, trazidos por médicos que retornavam da Europa. Álvaro Alvin foi o pioneiro no seu uso no Rio de Janeiro, instalando um aparelho em seu consultório de fisioterapia.





Marie Curie

Em 1898, a física polonesa radicada na França Marie Curie (1867-1934) estudava a radioatividade do urânio. Suas pesquisas levaram-na à descoberta de dois elementos químicos, o polônio e o rádio. Este último, devido ao seu poder de destruir células malformadas, foi amplamente usado pela medicina com o objetivo de destruir tumores cancerígenos.


No Brasil, o uso da radioterapia contra o câncer permaneceu restrito por muito tempo, se desenvolvendo somente após o surgimento dos primeiros centros de tratamento do câncer, na década de 1920.



Instituto Marie Curie, em Paris



Marie Curie junto a ilustres personagens de sua época, como Einstein, Lorentz e Planck, 1927.