Viva Mulher

No início da década de 1990, os técnicos do INCA buscaram estabelecer um programa de rastreamento do câncer do colo do útero com efetividade nacional. Em 1995, em consequência da ampliação das demandas do movimento feminista, reforçadas pela participação do Brasil na VI Conferência Internacional da Mulher, o Ministério da Saúde solicitou ao INCA a organização de um projeto de rastreamento de câncer cervical. Para responder a essa demanda, o Instituto criou um projeto-piloto em cinco capitais do País. Em 1998, apoiado nessa experiência, o Ministério da Saúde lançou o Programa Nacional de Controle do Câncer do Colo do Útero, então denominado Viva Mulher. O Programa elaborou campanhas para a realização de exames preventivos, capacitou profissionais de saúde, e elaborou materiais educativos.


A partir de 2002, as ações de prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer do colo do útero foram incorporadas à assistência no SUS. Permanecem, porém, muitos desafios para se reduzir a incidência e a mortalidade pela doença, especialmente nas áreas mais pobres e com menor acesso a serviços de saúde.