Protagonismo na elaboração da política de controle do câncer

No processo de construção do sistema universal e descentralizado de saúde, o INCA paulatinamente passou a assumir o protagonismo na elaboração e implantação da política de controle do câncer do País. Em 1987, o governo federal criou o Programa de Oncologia (Pro-Onco), com o objetivo de implantar ações de âmbito nacional nos campos da informação, da prevenção e do diagnóstico do câncer. Em 1990, o Pro-Onco foi transferido para o INCA. No Instituto, desenvolveu três áreas distintas: informação, educação e prevenção, trabalhando em parceria com as Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde, os serviços e hospitais de câncer, as universidades e setores da sociedade civil. Era a primeira iniciativa mais ampla da saúde pública de atuar em relação ao câncer integrando as ações municipais, estaduais e federais, sob a coordenação do INCA.


O Programa de Oncologia (Pro-Onco) representou uma mudança importante na política desse período, ampliando as ações contra o câncer para o âmbito da prevenção e formação médica. Alterava-se o foco de um modelo campanhista para programas de controle propriamente dito. Nesse contexto, ganharam força o controle do tabagismo e as medidas preventivas de cânceres femininos, principalmente de colo do útero.



Fotos – Campanha Nacional de Combate ao Câncer e Pro-Onco.