Ary Frauzino, diretor do INCA à época da cogestão

Inovação e parcerias públicas em benefício público

No final dos anos 1970, o INCA encontrava-se deficitário, com sua capacidade operacional reduzida e expressiva ociosidade de suas instalações. A situação foi ainda mais agravada com o término do II Programa de Controle do Câncer (PCC), em 1980.


O Ministro da Saúde à época, Waldir Arcoverde, o superintendente da Campanha Nacional de Combate ao Câncer, Edmur Pastorello, o presidente do Inamps, Júlio Dickstein Motta e o presidente do INCA, Ary Frauzino articularam-se para estabelecer uma nova alternativa de gestão envolvendo o Ministério da Saúde e o da Previdência e Assistência Social, que passariam a gerir conjuntamente as instituições hospitalares.


O INCA foi palco desta experiência pioneira em gestão na saúde pública. Iniciada em agosto de 1980, a cogestão, com a ampliação dos recursos destinados ao Instituto, viabilizou as atividades assistenciais, o ensino e a pesquisa. Como resultado da exitosa parceria, além do rápido e expressivo aumento no número de atendimentos e ocupação de leitos, voltou a circular com regularidade a Revista Brasileira de Cancerologia (RBC), antes paralisada, e foi publicado o livro “Câncer no Brasil”, obra de reconhecido valor científico para o País.


Projeção como centro nacional de referência

No âmbito da assistência, o INCA passa a contar com o Centro de Transplante de Medula Óssea (1983), e é criado o Serviço de Suporte Terapêutico Oncológico (1989), mais tarde transformado em uma unidade independente (o Hospital do Câncer IV), dedicada exclusivamente aos cuidados paliativos - ambos de alta expressividade técnico-científica para o INCA ainda hoje.


O atendimento na área de Cuidados Paliativos inicia-se em 1986, no Hospital do Câncer II, por meio do Programa de Atendimento ao Paciente Fora de Possibilidade Terapêutica. Em 1989, o programa é transformado em serviço, e inclui, entre suas atividades, um programa de visitas domiciliares.