Biografias


Dom Pedro II

D. Pedro de Alcântara João Carlos Leopoldo Salvador Bibiano Francisco Xavier de Paula Leocádio Miguel Gabriel Rafael Gonzaga nasceu no palácio de São Cristóvão, no Rio de Janeiro, em 2 de dezembro de 1825. Sétimo filho e terceiro varão de D. Pedro I e D. Maria Leopoldina, tornou-se Imperador do Brasil durante quase cinqüenta anos, D. Pedro II passou à história como um intelectual, apreciador da ciência, das artes e da liberdade de informação e como homem tolerante, aberto ao diálogo e às transformações da vida social. Em 7 de abril de 1831, com a abdicação do pai, foi aclamado segundo imperador do Brasil, aos seis anos de idade. Com diversos mestres ilustres de seu tempo, o jovem imperador instruiu-se em português e literatura, francês, inglês, alemão, geografia, ciências naturais, música, dança, pintura, esgrima e equitação. A um de seus preceptores, o de português e literatura, Cândido José de Araújo Viana atribui-se influência não pequena nas atitudes resolutas do jovem de apenas 15 anos. Quando da revolução da Maioridade indagado assumir o poder, respondeu: "Quero já!". Proclamado maior em 23 de julho de 1840 e coroado em 18 de julho do ano seguinte, D. Pedro II iniciou um reinado que só terminou com a república, 48 anos após. O imperador influía pessoalmente nas indicações para o Conselho de Estado e para o Senado, e contrariava com freqüência as intenções partidárias. No dia 15 de novembro de 1889 tornou-se prisioneiro do paço da Cidade, para onde viera, descendo de Petrópolis, na esperança de sufocar o movimento republicano. O governo provisório deu-lhe 24 horas para deixar o país. Embarcou no dia 17, com a família, chegou a Lisboa em 7 de dezembro e seguiu para o Porto. O imperador deposto viveu então entre Cannes, Versalhes e Paris, onde freqüentava concertos, conferências e o Instituto de França, ao qual se associara. D. Pedro morreu em Paris, em 5 de dezembro de 1891. Seus restos, trasladados para Lisboa, foram colocados no convento de São Vicente de Fora, junto aos da esposa. Revogada a lei do banimento, em 1920, foram os despojos dos imperadores trazidos para o Brasil. Depositados de início na catedral do Rio de Janeiro, em 1921, foram em 1925 transferidos para a de Petrópolis. Em 1939 foram definitivamente enterrados, em cerimônia presidida pelo presidente Getúlio Vargas.



Fonte: Academia Nacional de Medicina